

O governo brasileiro avalia enviar ajuda humanitária à Venezuela após dois terremotos atingirem o país na quarta-feira (24) e deixarem ao menos 164 mortos e quase mil feridos. Os tremores, de magnitudes 7,5 e 7,2, provocaram destruição em diversas regiões, derrubaram edifícios e causaram danos à infraestrutura. A intensidade foi tão forte que os abalos chegaram a ser sentidos em Manaus, no Amazonas.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores manifestou solidariedade ao povo e ao governo venezuelano. O Itamaraty informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas. Cerca de 13 mil cidadãos brasileiros vivem atualmente na Venezuela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também declarou apoio ao país vizinho e afirmou ter orientado o ministério a avaliar medidas de assistência.
Segundo informações apuradas pelo Metrópoles, o Itamaraty já busca alternativas para oferecer apoio à Venezuela “no que for possível”. O envio de ajuda humanitária faz parte de uma prática adotada pelo Brasil em situações de emergência. Neste mês, por exemplo, o governo encaminhou mais de 20 toneladas de alimentos para a Bolívia em meio à crise provocada por protestos e desabastecimento.
A tragédia mobilizou diversos países, que anunciaram apoio às vítimas. As ações incluem envio de equipes de resgate, hospitais de campanha, equipamentos para tratamento de água, medicamentos e mantimentos. A França informou o envio de 85 socorristas para auxiliar nos trabalhos de busca e salvamento. Já El Salvador anunciou o deslocamento de 300 socorristas e paramédicos, além de 50 toneladas de equipamentos e suprimentos destinados às áreas afetadas.