

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reagiu às críticas feitas pelo senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e desafiou o parlamentar a apresentar ações concretas realizadas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro no estado.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (10), após Flávio afirmar durante a Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, que pretende “libertar a Bahia” dos governos de esquerda e combater o avanço das facções criminosas.
“Olha, Deus nos livre, a Bahia e o Brasil, de um resgate pelo bolsonarismo. A Bahia e o Brasil viveram momentos difíceis de falta de investimento”, afirmou Jerônimo.
O governador cobrou que o senador apresente resultados da gestão Bolsonaro para a Bahia. “Ele podia ontem ter relatado o que foi que o pai dele fez pela Bahia durante os quatro anos. Ele podia ter relatado ontem o que foi que o pai dele, o bolsonarismo, fez pelo Oeste em quatro anos como presidente”, declarou.
Jerônimo reforçou o desafio e ironizou a falta de realizações do governo anterior no estado. “Então é um bom debate. Nós não vamos fugir disso, mas eu espero que ele pudesse ter levantado uma lista. É ali umas quatro coisinhas, não precisa ser muita coisa não. Diga aí umas cinco coisinhas que o governo Bolsonaro fez pela Bahia.”
Durante a resposta, o petista citou investimentos do governo federal na Bahia, como a duplicação da BR-242, a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), obras em aeroportos, hospitais e estradas voltadas ao agronegócio.
Jerônimo também criticou o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), por não assumir posição clara na disputa presidencial de 2026. “Para mim, não mudou a teoria do tanto faz. Não mudou e não vai mudar. Eu espero que ele bote a cara”, afirmou.
O governador ainda comentou a polêmica envolvendo o cantor Flávio José, que cancelou apresentações após questionamentos do Ministério Público da Bahia sobre cachês de festas juninas. Segundo Jerônimo, o controle dos gastos públicos é necessário para garantir responsabilidade fiscal sem comprometer a valorização dos artistas do forró tradicional.
Foto: GOVBA



