terça, 09 de junho de 2026
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DIA DOS NAMORADOS: PREÇOS DE PRESENTES E SERVIÇOS SOBEM 3,58%

Victoria Isabel - 09/06/2026 18:01

Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), com base em 25 produtos e serviços do Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M), do FGV IBRE, apontou um aumento médio de 3,58% nos últimos 12 meses nos preços dos itens mais procurados para o Dia dos Namorados. Esse índice representa praticamente a mesma proporção da inflação geral apurada no mesmo período, que foi de 4,05%.

O levantamento mostrou também que a inflação dos serviços subiu 6,11%, sendo a alta puxada pelos restaurantes, cujo preço avançou 7,38%. Outros itens da cesta de serviços que mais sofreram aumento foram: salão de beleza (6,68%), teatro (6,65%) e hotel (2,55%). Apenas o show musical praticamente não registrou variação (+0,06%) entre os serviços analisados, enquanto os demais mantiveram pressão inflacionária.

O economista do FGV IBRE Matheus Dias avalia esse cenário: “O cenário de 2026 mostra uma aceleração clara da inflação de serviços, puxada sobretudo por restaurantes e salão de beleza, refletindo a persistência de pressões salariais e a robustez da demanda por lazer e cuidados pessoais. Mesmo com a política monetária ainda em patamar restritivo, com taxa de juros elevada, o setor de serviços continua sendo o principal vetor inflacionário da cesta do Dia dos Namorados”, destacou.

Pelo lado dos produtos mais comumente escolhidos como presente, a cesta teve um aumento médio de 1,32%. As maiores altas vieram principalmente dos cosméticos e cuidados pessoais: bombons e chocolates (10,98%), shampoo, condicionador e creme (7,95%), produtos para barba (6,39%) e sabonete (5,68%). Por outro lado, alguns produtos apresentaram alívio: bijuterias em geral (-4,22%), perfume (-2,83%) e aparelhos celulares (-1,04%) registraram as maiores quedas entre os produtos selecionados.

O economista destaca o comportamento atual desses produtos: “Em relação ao ano passado, quando o dólar mais valorizado pressionava amplamente tanto produtos quanto serviços, observamos em 2026 um movimento mais seletivo. O chocolate segue caro por razões estruturais ligadas à oferta de cacau, mas com alta menor do que a registrada em 2025, já que o cenário de oferta, apesar de estar melhorando, ainda está longe de normalizado. Por outro lado, perfume e bijuterias registraram deflação, sinalizando algum alívio cambial e normalização de estoques”, explicou.

Foto: divulgação

 

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