

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta sexta-feira (29) ao comentar a viagem do parlamentar aos Estados Unidos e sua reunião com o presidente norte-americano Donald Trump.
Durante evento em Sergipe voltado ao anúncio de investimentos da Petrobras, Lula afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria atuado contra os interesses nacionais ao buscar apoio político estrangeiro para pautas relacionadas ao Brasil.
“Não tem vergonha de ir aos Estados Unidos pedir interferência em assuntos internos do nosso país”, declarou o presidente durante discurso.
Lula também comparou a atitude do senador à de Joaquim Silvério dos Reis, personagem histórico conhecido por delatar integrantes da Inconfidência Mineira no período colonial.
As declarações ocorreram dias após Flávio Bolsonaro participar de uma reunião na Casa Branca. Segundo o senador, um dos temas discutidos foi a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo norte-americano.
Pouco depois do encontro, os Estados Unidos oficializaram a inclusão das facções na lista de organizações terroristas estrangeiras, decisão que provocou reações negativas dentro do governo brasileiro.
O Palácio do Planalto avalia que a medida pode abrir precedentes para interferências externas em questões de segurança pública no Brasil e gerar impactos diplomáticos e econômicos.
Durante o evento, Lula também aproveitou para defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, atualmente em discussão no Senado Federal. Segundo ele, o texto representa um caminho institucional para fortalecer o combate ao crime organizado no país.
O presidente ainda citou investigações envolvendo milícias no Rio de Janeiro e fez referência ao ex-assessor Fabrício Queiroz, que atuou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa fluminense.
Ao comentar a decisão do governo norte-americano, Lula afirmou que os Estados Unidos também deveriam reforçar medidas de combate à lavagem de dinheiro e crimes financeiros em território americano.
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