

Colisões automobilísticas, quedas de motocicleta e atropelamentos estão entre as principais causas de traumatismos graves na coluna vertebral. Durante o Maio Amarelo, campanha de conscientização sobre segurança no trânsito, especialistas reforçam o alerta para as consequências desses acidentes, que podem deixar sequelas permanentes e comprometer drasticamente a mobilidade e a qualidade de vida.
Segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes de trânsito estão entre as principais causas de lesões medulares. No Brasil, mais de 250 mil pessoas sofrem esse tipo de trauma todos os anos, muitos deles relacionados a impactos de alta energia.
De acordo com o ortopedista Djalma Amorim Jr., especialista em coluna e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), os danos podem atingir vértebras, discos intervertebrais, ligamentos e até a medula espinhal, responsável pela comunicação entre cérebro e corpo.
“Dependendo da intensidade do impacto, o paciente pode apresentar desde fraturas mais simples até lesões graves com comprometimento neurológico e risco de paralisia permanente. Acidentes de moto, por exemplo, costumam provocar traumas de alta energia e estão entre os casos mais preocupantes”, explica.
Entre as lesões mais comuns estão as fraturas vertebrais, hérnias de disco traumáticas, lesões ligamentares e quadros de instabilidade da coluna. Em situações mais graves, pode haver compressão ou lesão direta da medula espinhal, exigindo atendimento imediato.
O médico explica que nem todos os casos exigem cirurgia, mas algumas situações demandam intervenção rápida para estabilizar a coluna e evitar agravamento do quadro neurológico. “Hoje contamos com técnicas modernas e menos invasivas, mas o tratamento depende do tipo de lesão, dos exames de imagem e, principalmente, dos sintomas apresentados pelo paciente”, afirma.
Além do impacto físico, os traumatismos na coluna frequentemente afetam a autonomia, a vida profissional e a saúde emocional dos pacientes. Em muitos casos, a recuperação envolve um longo processo de reabilitação, com fisioterapia, fortalecimento muscular e acompanhamento multidisciplinar.
“Por isso, a prevenção continua sendo o mais importante. Uso do cinto de segurança, capacete adequado, respeito aos limites de velocidade e atenção no trânsito fazem diferença direta na preservação da vida e na redução de sequelas graves”, alerta Djalma Amorim Jr.
Sobre Djalma Amorim Jr.
Djalma Amorim Jr. é ortopedista, cirurgião de coluna e especialista em cirurgia minimamente invasiva. Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), ele atende na Clínica CICV, Clínica EVAB e Centro Médico Hospital Português. Oferece atendimento especializado para diagnosticar e tratar diferentes tipos de dor, além de foco na abordagem precoce e preventiva.
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