
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (22) que pretende defender o fim das chamadas “bets” durante sua campanha à reeleição. Segundo ele, o governo não proibiu integralmente o setor porque o presidente “não é dono do Brasil”.
Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula disse que, se dependesse apenas de sua vontade pessoal, defenderia o fim de todas as plataformas de apostas esportivas que, na sua avaliação, não trazem utilidade ao país.
Ao mesmo tempo, o presidente reconheceu que pode haver espaço para a atuação de algumas empresas do setor, desde que sejam reguladas. Ele criticou práticas consideradas abusivas, citando o popular “jogo do tigrinho”, e afirmou que esse tipo de operação não deveria existir.
O presidente também destacou a intenção de reforçar regras para publicidade das plataformas de apostas, defendendo tratamento igualitário entre empresas e a proibição de atividades consideradas ilegais.
As apostas esportivas foram legalizadas em 2018, durante o governo de Michel Temer, e tiveram regulamentação detalhada em 2023, já na atual gestão.
Nos últimos meses, o governo federal vem adotando medidas para restringir o mercado, especialmente em relação a plataformas de apostas baseadas em previsões. O objetivo declarado é reduzir impactos financeiros sobre famílias e evitar o endividamento associado ao setor.
Durante a entrevista, Lula também comentou mudanças recentes na política tributária para compras internacionais de baixo valor. Ele afirmou que a decisão de zerar a chamada “taxa das blusinhas” ocorreu após pressão política e avaliação de impactos sociais e econômicos.
O presidente disse ainda que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, inicialmente defendia a medida, mas que o governo recuou diante da reação negativa de parte da sociedade e do varejo.
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