quinta, 21 de maio de 2026
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DESENROLA JÁ RENEGOCIOU R$ 10 BILHÕES EM DÍVIDAS DE FAMÍLIAS, AFIRMA FAZENDA

VICTOR OLIVEIRA - 21/05/2026 16:55 - Atualizado 21/05/2026

O programa Desenrola Brasil já permitiu o abatimento de cerca de R$ 10 bilhões em dívidas de famílias brasileiras desde o lançamento da nova fase da iniciativa. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Ministério da Fazenda durante coletiva de imprensa em Brasília.

Segundo o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, mais de 1,1 milhão de operações já foram realizadas desde o início do programa, entre renegociações e pagamentos à vista de débitos pendentes.

De acordo com Ceron, o programa tem impacto direto na recuperação financeira das famílias. “Mais de um milhão de pessoas voltaram à adimplência e recuperaram acesso ao crédito e a serviços financeiros”, afirmou.

O governo também apresentou números do Desenrola Fies, voltado para estudantes com dívidas no financiamento estudantil. Até o momento, mais de 34 mil contratos foram renegociados, com desconto médio de 80% sobre os débitos. A redução total das dívidas chegou a R$ 410 milhões, sobre um saldo original de R$ 2,04 bilhões.

Já o Desenrola Empresas impulsionou novas operações de crédito para micro e pequenas empresas por meio do Pronampe. Segundo Durigan, houve crescimento de 174% nas contratações diárias da linha de crédito em comparação ao período anterior ao lançamento do programa.

No caso do Procred, destinado aos microempreendedores individuais (MEIs), foram registradas mais de 9,7 mil operações, movimentando cerca de R$ 400 milhões.

Durante a coletiva, o Ministério da Fazenda informou ainda que estuda uma nova modalidade do Desenrola voltada a consumidores adimplentes. O formato da medida deverá ser anunciado em junho.

O governo federal confirmou também que liberará, a partir da próxima segunda-feira (25), o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para pagamento de dívidas, limitado a R$ 1 mil por trabalhador. A estimativa é movimentar até R$ 8 bilhões com a medida.

Outra mudança anunciada envolve o crédito consignado. Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social passarão a ter exigência de reconhecimento facial ou biometria para novos contratos. Além disso, o prazo máximo de pagamento dos empréstimos foi ampliado de 96 para 108 meses.

No serviço público federal, o limite comprometido da renda com consignados caiu de 45% para 40%, enquanto o prazo de quitação subiu para até 120 meses.

Foto: Reprodução

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