

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), negou nesta segunda-feira (18) que o governo estadual tenha promovido qualquer tipo de perseguição ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) após a suspensão de repasses financeiros à entidade. A declaração foi dada durante agenda no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Ao comentar a polêmica, Jerônimo afirmou que a gestão estadual reconhece a importância das instituições culturais e descartou qualquer motivação política na decisão.
“Nós não perseguimos ninguém. Nós sabemos o que nós fazemos, sabemos a importância de cada órgão do Estado da Bahia. Nós não trabalhamos com essa coisa de rancor no coração. Nós trabalhamos para que todas as instituições e entidades possam ter o direito adquirido”, declarou o governador.
A polêmica envolve a suspensão, em março de 2024, de recursos destinados ao IGHB por meio da Lei nº 6.575/1994. Na ocasião, a Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA) alegou ausência de “harmonia com a política estadual” como um dos critérios para o bloqueio do acesso ao Fundo de Cultura.
Diante da decisão, o instituto ingressou com um mandado de segurança em setembro do ano passado. O valor suspenso gira em torno de R$ 700 mil, quantia que representa cerca de 85% do orçamento anual da entidade.
Após o corte dos recursos, o IGHB iniciou uma campanha de arrecadação para manter as atividades em funcionamento. Em abril deste ano, a instituição conseguiu captar R$ 241 mil por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), destinados a ações de preservação cultural.
Foto: GOVBA



