quinta, 14 de maio de 2026
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PRESSÃO ALTA ATINGE CERCA DE 35 MILHÕES DE BRASILEIROS, APONTAM DADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

João - 14/05/2026 11:20

“A hipertensão é uma doença silenciosa, que pode evoluir por anos sem sinais aparentes. Quando os sintomas surgem, muitas vezes já há algum tipo de complicação instalada. Por isso, a medição regular da pressão e os exames de rotina são fundamentais para identificar o problema precocemente”. A avaliação é da cardiologista Ariana Ferreira, da Clínica SiM, e resume bem o maior desafio imposto por uma condição que atinge quase 30% da população adulta brasileira, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 35 milhões de pessoas.

Em escala global, mais de 1,3 bilhão de pessoas convivem com a hipertensão arterial — uma condição multifatorial, determinada por fatores genéticos, ambientais e psicossociais. No Brasil, os dados são preocupantes: em 2021, a taxa de mortalidade pela doença atingiu 18,7 óbitos por 100 mil habitantes, o maior índice dos últimos anos, conforme dados do Ministério da Saúde.

Apesar da alta prevalência, o diagnóstico e o controle ainda são desafios: estima-se que quase metade dos hipertensos desconheça o próprio diagnóstico, enquanto uma parcela ainda menor consiga manter a pressão sob controle com tratamento adequado. Entre os principais fatores de risco estão o consumo excessivo de sal, sedentarismo, obesidade, tabagismo, uso de álcool e predisposição genética.

O cenário ganha novo contorno com as diretrizes mais recentes sobre hipertensão arterial: o que antes era considerado o nível ideal — 120/80 mmHg — passa a ser classificado como pré-hipertensão. A mudança reforça uma abordagem mais preventiva no cuidado cardiovascular, estimulando a adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento regular antes mesmo de a doença se instalar.

“O acompanhamento médico regular é essencial para ajustar o tratamento, monitorar possíveis complicações e orientar mudanças no estilo de vida. Sem esse acompanhamento, o risco cardiovascular aumenta de forma significativa”, reforça Ariana Ferreira.

Além do acompanhamento médico, a cardiologista destaca que mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir e controlar a condição: manter alimentação equilibrada com baixo teor de sal, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, corrigir distúrbios do sono e evitar hábitos nocivos como uso de álcool, drogas ilícitas e esteroides anabolizantes.

Mas controlar a hipertensão também passa por uma questão estrutural: acesso à saúde. Para Claudia Velasco, diretora médica da Clínica SiM, essa é a raiz do problema. “Facilitar o acesso da população a consultas e exames é um dos pilares para melhorar os índices de diagnóstico e controle da hipertensão. Quando o paciente consegue cuidar da saúde de forma contínua, os resultados são muito mais positivos.”

“Um dos maiores obstáculos no controle da hipertensão é a fragmentação do cuidado: o paciente se consulta em um lugar, faz exame em outro e muitas vezes perde o fio do acompanhamento no caminho. O modelo da Clínica SiM existe para eliminar essa barreira: reunimos consulta, exame e retorno em um único local, a preços acessíveis, para que o cuidado seja contínuo e não pontual”, complementa Claudia Velasco.

 

Sinais de alerta e quando investigar a hipertensão

Apesar de ser uma doença silenciosa, alguns sinais podem indicar que a pressão está elevada ou que esteja ocorrendo outros agravos decorrentes da sua descompensação. Ficar atento ao corpo e realizar check-ups regulares é fundamental.

 

Possíveis sinais de alerta:

Dor de cabeça frequente, principalmente na nuca

Tontura ou sensação de instabilidade

Visão embaçada ou alterações visuais

Zumbido no ouvido

Falta de ar

Dor no peito

Palpitações

 

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