Segundo o levantamento, os acidentes deixaram 1.863 pessoas feridas e provocaram 179 mortes nas estradas federais baianas. Nos primeiros quatro meses de 2026, o cenário segue preocupante. De acordo com a PRF, já foram contabilizados 555 acidentes envolvendo motocicletas, com 655 feridos e 55 vítimas fatais.
As ocorrências representam quase metade dos acidentes registrados nas rodovias federais da Bahia e mais de 30% das mortes no trânsito dessas vias.
As BRs 324, 116 e 101 aparecem entre os trechos com maior número de colisões envolvendo motociclistas, principalmente nas regiões de Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista.
O levantamento também revela que 75% das pessoas envolvidas nos acidentes são homens. Outro dado que chama atenção é o número de motociclistas sem habilitação flagrados nas ocorrências: 544 condutores não possuíam carteira de motorista.
Entre as principais causas apontadas pela PRF estão acessar a via sem observar outros veículos, ausência de reação do condutor e respostas tardias ou ineficientes diante de situações de risco. A polícia alerta ainda que muitos acidentes estão relacionados à desatenção no trânsito, frequentemente causada pelo uso do celular durante a condução.
A PRF também reforçou o alerta sobre os perigos de trafegar entre caminhões e ônibus. Segundo o órgão, o deslocamento de ar provocado pelos veículos de grande porte e os chamados pontos cegos aumentam significativamente o risco de colisões e atropelamentos.
Outro fator considerado preocupante é o não uso do capacete. Apenas em 2025, a Polícia Rodoviária Federal registrou 3.923 infrações relacionadas à ausência do equipamento de proteção nas rodovias federais da Bahia. Conforme a corporação, a falta do capacete aumenta consideravelmente o risco de lesões graves e mortes em acidentes com motociclistas.
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