O principal fator para a aceleração da inflação foi o aumento dos preços dos combustíveis, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito elevou o preço internacional do petróleo, com o barril sendo negociado acima dos US$ 100, pressionando diretamente os custos da gasolina e do diesel.
Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina comum chegou a US$ 4,50 por galão, valor cerca de 50% maior do que o registrado antes do início da guerra. O aumento também afetou diversos setores da economia, incluindo alimentos e transporte aéreo.
Segundo os dados oficiais, os preços dos alimentos avançaram 0,7% em abril, maior alta em quase quatro anos. Produtos como carnes, frutas, vegetais e laticínios apresentaram aumento significativo. Já as passagens aéreas registraram alta de 2,8% no mês, influenciadas pelo encarecimento do combustível de aviação e pela menor oferta de voos.
O cenário inflacionário também começou a impactar diretamente o poder de compra da população americana. Relatório divulgado pelo governo dos EUA mostrou queda de 0,3% nos salários reais na comparação anual, primeira retração registrada em três anos.
Economistas avaliam que a pressão inflacionária pode continuar nos próximos meses, mesmo com tentativas de manutenção do cessar-fogo no Oriente Médio. A instabilidade internacional também influencia os mercados financeiros globais. No Brasil, o dólar opera em alta diante do clima de cautela entre investidores, que acompanham os indicadores econômicos americanos e os reflexos da crise internacional.