

Em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, calculado pelo IBGE, ficou em 0,64% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O indicador apresentou importante desaceleração (aumentou menos) frente ao registrado em março (quando havia ficado em 1,47%).
Apesar da desaceleração e de ter ficado levemente abaixo do resultado do país como um todo (0,67%), o IPCA da RM Salvador foi o maior para um mês de abril na região em quatro anos, desde 2022 (quando havia sido de 0,67%).
Ainda assim, no mês, o resultado da RM Salvador foi apenas o 11º maior dentre os 16 locais pesquisados separadamente pelo IBGE. Todos registraram alta média de preços, com os maiores índices nos municípios de Goiânia/GO (1,12%) e São Luís/MA (1,09%) e na RM Belém/PA (1,08%). Por outro lado, as inflações mais baixas, em abril, foram as de Brasília/DF (0,16%), RM São Paulo/SP (0,55%), Grande Vitória/ES (0,56%) e Rio Branco/AC (0,56%).
Com o resultado de abril, o IPCA da Região Metropolitana de Salvador acumula alta de 3,04% nos primeiros quatro meses de 2026. É a 3ª maior inflação acumulada do país, acima do índice nacional (2,60%), e abaixo apenas das RMs Belém/PA (3,21%) e Fortaleza/CE (3,10%).
Nos 12 meses encerrados em abril, o índice acumula alta de 4,51% na RM Salvador. Teve importante aceleração (aumentou mais) frente a março (quando havia sido 4,01%) e passou a ficar acima do registrado no Brasil como um todo (4,39%), sendo o 6º maior entre os 16 locais pesquisados.
O quadro a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês e nos acumulados no ano e nos 12 meses encerrados em abril de 2026.
A inflação de abril na Região Metropolitana de Salvador (0,64%) foi resultado de altas em oito dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, mas fortemente puxada para cima pelos preços dos alimentos e da habitação.
Grupo com o maior peso no consumo das famílias na RM Salvador, os alimentos e bebidas (1,01%) apresentaram o terceiro maior aumento, mas exerceram a maior pressão inflacionária na região em abril, apesar de terem registrado desaceleração frente ao resultado de março (2,26%).
A alta foi puxada sobretudo pelos alimentos comprados para consumo em casa (1,07%), principalmente o leite longa vida (12,21%). Os tubérculos, raízes e legumes (6,99%), como a cenoura (27,27%, item com o maior aumento), a cebola (10,08%) e o tomate (7,01%) também registraram importantes aumentos.
Dos 10 itens que mais aumentaram em abril, na Região Metropolitana de Salvador, 9 foram alimentos, com o óleo diesel (6,73%) sendo a única exceção.
Após ter apresentado deflação em março (-0,30%), os preços da habitação (1,50%) registraram o maior aumento e exerceram a segunda influência mais significativa para a alta do IPCA na RM Salvador, em abril. As altas do gás de botijão (4,77%), item que exerceu, individualmente, a principal pressão inflacionária na região, e da energia elétrica residencial (2,23%) foram as que mais contribuíram para o resultado do grupo.
O único grupo com queda média de preços na RMS, em abril, foi o de transportes (-0,30%), após ter apresentado, no mês anterior, a maior alta mensal em 20 anos (4,79%). A deflação foi influenciada, principalmente, pela passagem aérea (-23,15%), item com a maior redução e o que mais ajudou a segurar o IPCA de abril.
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay