quinta, 07 de maio de 2026
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BRASIL VOLTA AO TOPO DO RANKING MUNDIAL DE INVESTIMENTOS CHINESES

João - 07/05/2026 07:54

O ⁠Brasil reconquistou o primeiro lugar no ranking global de ⁠investimentos chineses em 2025, atraindo 10,9% do total dos aportes, seguido pelos ‌EUA e pela Guiana, com 6,8% e 5,7%, respectivamente, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

O Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões em ‌investimentos chineses em dezenas de projetos, um aumento de 45% no capital em comparação com 2024, à medida que empresas da China buscaram diversificar sua presença na maior economia da América Latina e ampliar sua participação nos setores de energia limpa e mineração do país. Nos últimos cinco anos, o Brasil alternou sua posição entre ⁠o ‌primeiro e o quinto lugares entre os principais destinos mundiais de investimento chinês, ⁠tendo ocupado o topo também em 2021, afirmou o CEBC.

Além da moeda mais fraca, o Brasil oferece um grande mercado consumidor, abundância de recursos naturais e energia limpa, características que os investidores chineses consideram atraentes.

Enquanto o setor elétrico continuou a liderar na atração dos fluxos de capital chinês ​para o Brasil, a mineração registrou uma onda de interesse renovado, com os investimentos no setor triplicando em 2025.

O setor automotivo também se destacou, ficando em terceiro lugar geral em 2025 e respondendo por 15,8% do total de investimentos de corporações chinesas no Brasil. Nos últimos anos, tanto a GWM quanto a ‌BYD adquiriram fábricas anteriormente pertencentes a montadoras ocidentais, convertendo-as ​em polos de produção de veículos elétricos e híbridos. Ambas as empresas chinesas têm registrado crescimento explosivo de vendas no Brasil.

O capital chinês também se expandiu para tecnologia da informação, logística, manufatura de ⁠eletrônicos, serviços de economia ​digital e até mesmo ​fast food. A produção de eletrodomésticos e eletrônicos atraiu novos investimentos chineses no Brasil em 2025, por exemplo, ⁠com a Vivo Mobile lançando a marca ​de smartphones Jovi.

‘O Brasil é uma prioridade estratégica de longo prazo para a Jovi’, disse André Varga, diretor de produto da Jovi, em entrevista mais cedo este ano. ‘Trata-se de um ​mercado com grande potencial, ainda concentrado em poucos players, o que nos oferece uma oportunidade de criar diferenciação e agregar valor ao ​consumidor.’

Olhando adiante, os investimentos ⁠chineses no Brasil provavelmente continuarão sendo moldados tanto por políticas domésticas, por exemplo, em torno da transição energética, quanto ⁠por forças externas, incluindo tensões geopolíticas e o movimento global pela descarbonização, segundo o CEBC.

‘A gente vai ver a continuidade desses projetos e talvez eu apostaria numa intensificação na área de mineração, em novas energias e também na indústria de forma geral, onde temos visto um crescimento considerável’, disse Cariello.

Ken Ishii/Pool via REUTERS

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