

Luise Borges, personal trainer e ultramaratonista, completou as seis maiores maratonas do mundo ao cruzar a linha de chegada da Maratona de Boston. A conquista a coloca em um dos grupos mais exclusivos do esporte de endurance mundial
Completar uma maratona já é considerado um feito de resistência física e mental. Concluir as seis maiores maratonas do planeta, Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York, integrantes do circuito Abbott World Marathon Majors, coloca um atleta em um grupo extremamente raro no esporte mundial. Foi exatamente essa conquista que a ultramaratonista e personal trainer Luise Borges alcançou ao finalizar o circuito das World Marathon Majors e receber a cobiçada Six Star Medal, conhecida entre corredores como a “mandala”.
A conquista coloca a atleta baiana em um grupo extremamente raro dentro do esporte. Dados da Abbott World Marathon Majors apontam que pouco mais de 23 mil corredores no mundo receberam a Six Star Medal até 2025, em um universo de dezenas de milhões de praticantes de corrida no planeta, o que representa algo próximo de 0,001% a 0,002% dos corredores globais.
No Brasil, estima-se que cerca de 700 brasileiros tenham conquistado a mandala, colocando Luise entre menos de 0,05% dos corredores brasileiros. Quando o recorte é feito por gênero, o feito se torna ainda mais seleto, já que historicamente o endurance de longa distância foi um ambiente predominantemente masculino.
“Mais do que completar provas, essa conquista representa anos de disciplina, renúncia, constância e amor pelo processo. A corrida transformou a minha vida e me ensinou muito sobre resistência emocional, fé e persistência. Cruzar a linha de chegada em Boston foi entender que todo esforço valeu a pena”, afirma Luise.
Considerada uma das provas mais simbólicas e difíceis do circuito, a Maratona de Boston é também a mais antiga entre as Majors. Fundada em 1897, a prova exige índice classificatório oficial, o chamado Boston Qualifier (BQ), para a maior parte dos participantes, tornando a participação um feito antes mesmo da largada.
“Boston tem uma energia diferente. Você sente o peso da história, da tradição e da importância daquela prova para o universo da corrida. Fechar a mandala ali tornou tudo ainda mais especial”, destaca a atleta.
Com dez maratonas concluídas e uma ultramaratona de 52 quilômetros no currículo, Luise vem consolidando sua trajetória não apenas como atleta, mas também como referência em performance, prevenção e longevidade esportiva. Em Salvador, ela lidera o BORJ — Centro de Treinamento & Performance, espaço voltado para treinamento integrado, corrida, mobilidade e fortalecimento físico.
Mais do que uma conquista esportiva, a Six Star Medal simboliza anos de preparação física, estratégia, disciplina e resistência mental. Em um cenário cada vez mais ligado à busca por qualidade de vida e envelhecimento saudável, a trajetória da atleta baiana reforça o crescimento da corrida como ferramenta de saúde, transformação e conexão humana.
“Eu nunca enxerguei a corrida apenas como performance. Para mim, ela sempre foi sobre construção, saúde e permanência. Sobre preparar o corpo e a mente para viver melhor. A mandala chega como símbolo de tudo isso”, conclui Luise.



