segunda, 04 de maio de 2026
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PRÉ-CANDIDATO À PRESIDÊNCIA, ZEMA DEFENDE TRABALHO INFANTIL

Bruna Carvalho - 04/05/2026 09:38 - Atualizado 04/05/2026

O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), defendeu a flexibilização do trabalho infantil durante entrevista concedida no Dia do Trabalhador, na última sexta-feira (1º). Na ocasião, ele criticou o que chamou de visão da esquerda sobre o tema e afirmou que pretende mudar a legislação, caso seja eleito.

Durante participação no podcast Inteligência Ltda., Zema declarou: “A esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe não sei quantos cents por cada jornal entregue no tempo que tem. Aqui, proibido, você está escravizando criança. É lamentável, mas tenho certeza que nós vamos mudar isso”.

O ex-governador de Minas Gerais também afirmou que trabalha desde a infância e utilizou a própria trajetória como exemplo para defender a proposta. “Eu trabalho desde que eu aprendi a contar […] Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário, mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”, disse.

Pela legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, com exceção da condição de aprendiz, permitida a partir dos 14.

Após a repercussão das declarações, Zema publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (2), em que afirmou defender mais oportunidades para adolescentes. “Milhões de jovens já trabalham hoje, mas na informalidade, sem regra, sem nenhuma proteção. Somos um país que finge que protege os jovens e as crianças. Essa é que é a verdade. E eu não tenho medo de dizer isso não”, afirmou.

Ele também associou o acesso ao trabalho à prevenção da criminalidade entre jovens. “Quando um adolescente não encontra o caminho da educação e do trabalho, sabe quem é que oferece oportunidade para ele? O crime. As facções já têm um plano de carreira prontinho para recrutar os adolescentes. Então a escolha é muito simples, ou a gente vira as costas e deixa o jovem à própria sorte, ou a gente abre as portas para ele aprender a trabalhar de forma honesta e construir o seu futuro”, declarou.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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