

A Força Aérea Brasileira abriu investigação para apurar a aproximação entre duas aeronaves ocorrida na manhã de quinta-feira (30) no Aeroporto de Congonhas. O caso envolveu um avião da Gol Linhas Aéreas e outro da Azul Linhas Aéreas, que chegaram a ficar a poucos metros de distância durante procedimentos de pouso e decolagem.
A ocorrência envolveu um Boeing 737-800 da Gol, que se aproximava para pouso vindo de Salvador, e um Embraer E195-E2 da Azul, que iniciava decolagem com destino a Confins (MG). Durante a operação, houve um descompasso no tempo de resposta da aeronave da Azul, o que levou a torre de controle a intervir.
Ao identificar o risco, o controlador orientou a interrupção da decolagem e determinou que o avião da Gol realizasse uma arremetida — procedimento padrão em que o pouso é abortado para garantir segurança. Apesar disso, a aeronave da Azul seguiu com a decolagem, por motivos ainda não esclarecidos.
Estimativas apontam que os aviões chegaram a ficar separados por cerca de 75 pés (aproximadamente 22 metros), muito abaixo do mínimo recomendado pelas normas internacionais, que é de cerca de 1.000 pés (300 metros) de separação vertical.
Especialistas classificam o episódio como “perda de separação”, termo utilizado quando aeronaves ficam mais próximas do que o limite de segurança estabelecido pelo controle de tráfego aéreo. Apesar de grave, esse tipo de incidente não significa necessariamente risco imediato de colisão, pois existem camadas adicionais de segurança.
Entre elas está o Traffic Collision Avoidance System, sistema anticolisão que emite alertas e orientações automáticas aos pilotos para evitar aproximações perigosas.
A investigação está sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que já iniciou a coleta de dados e análise das circunstâncias do caso.
Em nota, as companhias envolvidas informaram que seguiram os procedimentos de segurança e que estão colaborando com as autoridades. A concessionária do aeroporto orientou que informações detalhadas sejam obtidas junto ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo, responsável pelo gerenciamento do tráfego aéreo no Brasil.
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