

O desempenho financeiro da Autoridade Portuária Federal – CODEBA alcançou patamar histórico. Em 2025, a Companhia registrou faturamento superior a R$ 291,2 milhões, o maior já contabilizado pela empresa pública desde a sua criação. O resultado é sustentado pelo aumento da receita nos portos administrados, com destaque para o Porto de Aratu (R$ 169,1 milhões) e o Porto de Ilhéus, que apresentou crescimento de 16% no período.
O balanço anual foi apresentado, nesta quinta-feira (30), durante reunião com acionistas. Na oportunidade , o presidente da CODEBA, Antonio Gobbo, destacou que estes resultados evidenciam um crescimento expressivo, consolidando um novo ciclo de expansão da companhia, com o avanço dos investimentos do Governo Federal no setor portuário, aliados a uma gestão estratégica focada em eficiência, inovação e ampliação de negócios.
“A Codeba nunca esteve tão bem. Nós temos 20% de EBITDA. Temos um lucro líquido de R$ 25 milhões por ano. Vamos encerrar o ano com R$ 417 milhões em caixa, todo comprometido com investimentos para dar o justo destino do dinheiro público e um índice de solvência de 1,28 . Isso é gestão responsável”, declarou Antonio Gobbo.
Para a diretoria, os resultados alcançados são fruto de uma combinação entre investimentos públicos, planejamento estratégico e valorização do capital humano. A modernização da infraestrutura, a transformação digital dos processos e a ampliação da rede de negócios foram determinantes para o desempenho positivo. ao reconhecer a qualidade da equipe técnica em atuação na Companhia.
“Obviamente que esta gestão tem sido uma gestão de sucesso 100% em parte por conta da equipe que nós temos. Toda a equipe técnica da CODEBA vem se desdobrando pra conseguirmos entregar esses resultados”, reconhece Gobbo.
Movimentação e recorde de execução Orçamentária
Além do avanço no faturamento, a execução orçamentária também atingiu recorde. Foram investidos R$ 44,7 milhões, valor 31,66% superior ao de 2024, evidenciando o fortalecimento da infraestrutura portuária e a modernização dos processos operacionais.
No campo operacional, a movimentação portuária manteve trajetória robusta. Em 2025, os portos administrados pela CODEBA movimentaram mais de 13 milhões de toneladas de cargas, consolidando-se como a terceira maior marca da história da companhia. Desse total, cerca de 9,5 milhões de toneladas corresponderam a importações e 3,5 milhões a exportações.
O Porto de Salvador liderou a movimentação, com aproximadamente 7 milhões de toneladas (Mto), seguido pelo Porto de Aratu-Candeias, com 5,8 Mt, e pelo Porto de Ilhéus, que registrou crescimento expressivo nas operações, especialmente nas importações, ultrapassando 215 mil toneladas. O desempenho reforça a importância estratégica da CODEBA para a logística nacional e para o escoamento da produção brasileira.
“É importante lembrar que nós agimos com determinação pra fazer com que esse aumento na movimentação de cargas fosse possível, pegando investindo em infraestrutura, capacitação, pagando o Risco Portuário, atuando de maneira firme dentro dos portos administrados pela CODEBA e fazendo uma gestão responsável dos recursos orçamentários”, Lembrou o diretor de Infraestrutura Portuária da CODEBA , Luiz Humberto.
Gestão Ambiental
Outro pilar fundamental desse crescimento está na sustentabilidade. Em 2025, a companhia avançou significativamente na gestão ambiental e na adoção de práticas alinhadas aos padrões ESG. O desempenho no Índice de Desempenho Ambiental (IDA) apresentou evolução consistente, reafirmando o compromisso com a excelência ambiental e a transparência regulatória.
A CODEBA também intensificou ações voltadas à mitigação de impactos ambientais, gestão de riscos e segurança do trabalho, além de investir em certificações e programas voltados à neutralização de emissões de gases de efeito estufa. A agenda ambiental passou a integrar de forma estruturada o planejamento estratégico da companhia, alinhando crescimento econômico à responsabilidade socioambiental.
O gerente de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho da Codeba, Ricardo Bertelli, destaca que o aprimoramento dos Planos de Gerenciamento Ambiental (PGAs) para os portos públicos vem ampliando medidas de controle ambiental e fortalecendo a relação com as comunidades do entorno dos portos.
“Estamos trabalhando para consolidar nossa trajetória rumo a operações portuárias cada vez mais responsáveis e inovadoras. A contratação dos PGAs para Salvador, Aratu e Ilhéus é fundamental para garantir operações sustentáveis e de excelência, refletindo o empenho incansável da atual gestão com a preservação ambiental e o bem-estar das comunidades”, declarou Bertelli.
Segurança portuária ganha protagonismo
A segurança portuária também se consolidou como um dos pilares estratégicos da CODEBA em 2025. A Guarda Portuária desempenhou papel essencial na proteção das operações, garantindo um fluxo seguro e eficiente de mercadorias e pessoas. Ao longo do ano, foram registrados números expressivos: mais de 950 mil pessoas tiveram acesso monitorado às áreas portuárias, além de 368 mil acessos de veículos, assegurando fluidez com controle rigoroso. As ações de combate a ilícitos também se destacaram, com a apreensão de mais de 631 quilos de cocaína, reforçando o enfrentamento ao crime organizado.
As operações de segurança incluíram ainda 21 ações conjuntas com outros órgãos, além de 169 rondas aéreas com drones, ampliando a vigilância e a capacidade de resposta. A Guarda Portuária também prestou 51 apoios internos e realizou 54 atendimentos de urgência e emergência, evidenciando um sistema de segurança cada vez mais integrado, moderno e eficiente. Com perspectiva de novos investimentos e expansão de suas operações, a CODEBA se posiciona como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico e sustentável do país, consolidando sua atuação como referência em gestão portuária no Brasil.
Novos desafios
Outro ponto de destaque do relatório é o cenário de expansão institucional da companhia. O maior desafio de 2025, sem dúvida, foi a transição para a incorporação, a partir de 2026, do Porto de Itajaí, com vistas à sua federalização e criação da futura Companhia Docas de Santa Catarina. Ao longo de 2026, a expectativa é de compartilhamento de experiências e estratégias, além da implementação de atualizações tecnológicas que permitirão integrar diferentes regiões e continentes, ampliando a competitividade e promovendo soluções colaborativas com responsabilidade social.
Fonte: ASCOM CODEBA



