O dólar à vista encerrou o pregão desta quinta-feira (30) em forte baixa de 0,99%, cotado a R$ 4,952. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 4,951 e R$ 4,999, mas perdeu força na reta final das negociações.
Com o desempenho, a divisa acumulou queda de 0,91% na semana, recuo de 4,38% no mês e desvalorização de 9,78% no ano. Em termos mensais, trata-se da maior queda desde junho de 2025, quando o dólar havia recuado 5,07%.
O movimento foi influenciado por um cenário internacional mais favorável ao apetite por risco, ao mesmo tempo em que houve correção nas commodities, com destaque para o petróleo. Apesar das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã e as incertezas no Estreito de Ormuz, os preços da commodity recuaram após recentes altas.
No fechamento, o Brent caiu 3,41%, cotado a US$ 114,01, enquanto o WTI recuou 1,69%, para US$ 105,07. Ainda assim, no acumulado do mês, ambos seguem em alta.
No cenário doméstico, o mercado reagiu à decisão recente do Copom, que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, mas adotou uma postura mais cautelosa sobre os próximos passos da política monetária. A manutenção de juros elevados e a resiliência da atividade econômica continuam sendo fatores de suporte ao real.
Segundo especialistas do mercado, o diferencial de juros segue sendo um dos principais atrativos para a moeda brasileira, contribuindo para o desempenho positivo frente ao dólar. Além disso, dados recentes do mercado de trabalho indicam continuidade da atividade econômica aquecida, o que reforça expectativas de política monetária ainda restritiva por mais tempo.
No exterior, o dólar também perdeu força diante de um ambiente mais favorável a ativos de risco, com alta das bolsas internacionais, queda do índice DXY e recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.
No Brasil, fatores como o fluxo positivo para mercados emergentes, o desempenho da bolsa e o enfraquecimento global da moeda americana ajudaram a sustentar o real ao longo do dia, levando o dólar a operar próximo das mínimas recentes.
Foto: Reprodução