quinta, 30 de abril de 2026
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287 NOMES CONCORREM AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ DE 2026, DIZ INSTITUTO; VEJA COTADOS

João - 30/04/2026 13:02 - Atualizado 30/04/2026

Duzentos e oitenta e sete candidatos serão considerados para o Prêmio Nobel da Paz de 2026, anunciou nesta quinta-feira (30) o secretário-geral do Comitê Norueguês do Nobel, Kristian Berg Harpviken. O comitê organiza a premiação e decide o vencedor. Os nomes dos candidatos não são divulgados, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, é apontado como um dos concorrentes.

Harpviken afirmou que o número de candidaturas aumentou consideravelmente na comparação com o ano passado, mas não revelou a diferença. Ele informou que, dos 287 candidatos, 208 são indivíduos, e 79, organizações. A organização do Nobel nunca divulga os nomes dos candidatos ao prêmio, mas pessoas ou governos que fizeram indicações vêm divulgando seus candidatos.

Pelas normas do Comitê do Nobel, podem indicar candidatos para receber o prêmio qualquer chefe de Estado em exercício, membros de governos e Parlamentos, professores universitários de História, Ciências Sociais, Direito e Filosofia e ex-laureados com o Prêmio Nobel da Paz, entre outros. Uma indicação, no entanto, não significa endosso por parte da organização do prêmio.

Entre os nomes mencionados por pessoas que fizeram indicações e por casas de apostas, estão:

  • Donald Trump: O presidente dos EUA não esconde que gostaria de receber o Prêmio Nobel. Os líderes do Camboja, Israel e Paquistão afirmaram ter indicado Trump para o prêmio deste ano. Suas indicações, caso feitas, teriam ocorrido na primavera e no verão de 2025 e, portanto, são válidas, visto que o prazo final era 31 de janeiro.
  • Lisa Murkowski, senadora americana pelo Alasca, e Aaja Chemnitz, deputada dinamarquesa eleita pela Groenlândia, segundo o parlamentar norueguês que as indicou.
  • A russa Yulia Navalnaya, esposa do falecido líder da oposição russa Alexei Navalny;
  • O papa Leão XIV;
  • Emergency Response Rooms do Sudão, um grupo de ajuda humanitária voluntário que atua em meio à guerra no país;
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky;
  • O Tribunal Penal Internacional.

O comitê, por norma, nunca revela o nome dos candidatos. Harpviken se recusou a comentar na quinta-feira se Trump havia sido indicado. O secretário-geral, no entanto, reivindicou a relevância do prêmio, especificamente em meio ao aumento do número de conflitos em todo o mundo. “O Prêmio (Nobel) da Paz é ainda mais importante em um período como o que estamos vivendo”, disse ele. “Há tanto trabalho positivo, mais do que nunca.”

Preocupação por Nobel da Paz iraniana

Também nesta quinta, Harpviken afirmou que o comitê está profundamente preocupado com a saúde da laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2023, a ativista iraniana de direitos humanos Narges Mohammadi. O secretário afirmou que a saúde de Mohammadi, presa pelo regime iraniano, está se deteriorando após ela sofrer um ataque cardíaco na prisão. Seus apoiadores disseram na quarta-feira que sua vida corre perigo iminente.

“Sua irmã conseguiu visitá-la na prisão ontem e os relatos que surgiram depois disso são bastante alarmantes quanto ao seu estado de saúde”, disse Harpviken. “Percebemos que há muita pressão internacional agora. Portanto, esperamos que as autoridades iranianas deem atenção a isso e a libertem para que ela possa receber tratamento médico adequado.”

“Juntas, elas trabalharam incansavelmente para construir confiança e garantir o desenvolvimento pacífico da região do Ártico ao longo de muitos anos”, disse o parlamentar Lars Haltbrekken. O Prêmio Nobel da Paz deste ano será anunciado em 9 de outubro deste ano, e a cerimônia de entrega ocorrerá em 10 de dezembro. A laureada do ano passado foi a venezuelana Maria Corina Machado.

 

Foto: X / Reprodução

 

 

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