quarta, 29 de abril de 2026
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CERCA DE 75% DAS FAMÍLIAS ATENDIDAS PELO MARTAGÃO SOBREVIVEM COM BENEFÍCIOS SOCIOASSISTENCIAIS

João - 29/04/2026 09:20 - Atualizado 29/04/2026

O perfil socioeconômico dos pacientes atendidos pelo Hospital Martagão Gesteira revela um cenário de alta vulnerabilidade social e econômica. De acordo com os dados levantados, a grande maioria das famílias (cerca de 75%) sobrevive com benefícios socioassistenciais.

Com relação à renda familiar, 82% sobrevivem com até dois salários mínimos. Dentro desse grupo, 19% têm renda inferior a um salário mínimo, 17% vivem com exatamente um salário mínimo e 46% possuem rendimentos entre um e dois salários mínimos.

A coordenadora do serviço social do Martagão, Milene Ramos, detalha que na renda familiar estão inseridos os próprios benefícios socioassistenciais, como Bolsa Família e BPC. “No entanto, esses valores já estão comprometidos com despesas essenciais, como aluguel, alimentação, energia elétrica, manutenção dos demais membros da família e pagamento de empréstimos, tornando-os insuficientes para suprir as necessidades do núcleo familiar”.

Diante do contexto de vulnerabilidade, o Martagão, por meio do Projeto de Apoio Social, oferece suporte às famílias com a dispensação de materiais e insumos, medicamentos, cestas básicas e fórmulas alimentares, contribuindo para uma assistência humanitária e para a promoção de alta segura. “O Martagão reafirma seu compromisso com a responsabilidade social ao atuar para além do cuidado clínico, assistindo o paciente numa abordagem integral”, acrescenta.

Em relação à origem geográfica, o hospital atende predominantemente pacientes de diversas regiões da Bahia. Embora 41% sejam residentes de Salvador, uma parcela significativa vem de fora da capital: 13% são da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e 45% do interior do estado. Esse dado reforça o papel do Martagão Gesteira como referência no atendimento pediátrico para além da capital baiana.

Outro aspecto relevante diz respeito à composição racial dos pacientes. Aproximadamente 85% se autodeclaram pretos ou pardos, refletindo também as desigualdades históricas que impactam o acesso à saúde.

“Os números apontam para um público majoritariamente de baixa renda, dependente de assistência social e, em grande parte, oriundo de regiões fora da capital, o que evidencia tanto a abrangência do atendimento do hospital quanto os desafios sociais enfrentados pelas famílias atendidas”, destaca a diretora do hospital, Andrezza Santana.

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