

A Petrobras anunciou Na quinta-feira (23) que assinou um novo acordo de acionistas da Braskem e decidiu não exercer direitos que lhe permitiriam aumentar sua participação na empresa após a saída da Novonor do controle da petroquímica.
Paralelamente, a petroleira fechou um novo acordo com o fundo Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), sob gestão da Vórtex Capital e assessorado pela IG4 Capital. O objetivo é estabelecer controle compartilhado da Braskem entre as duas partes.
A assinatura do novo acordo de acionistas entre a Petrobras e o fundo Shine I FIP para reger o controle compartilhado da Braskem (BRKM5) vai aumentar a influência da estatal na gestão da Braskem.
Pelo novo modelo, a Petrobras e o FIP terão o mesmo número de representantes no conselho de administração e na diretoria da empresa. Além disso, decisões estratégicas só poderão ser tomadas com o aval de ambas as partes — o que, na prática, estabelece controle compartilhado.
Segundo o novo acordo, todas as decisões do Conselho de Administração e da Assembleia Geral de Acionistas devem ser tomadas por consenso entre a Petrobras e a Shine, com ambas as partes tendo o direito de indicar um número igual de representantes para o Conselho de Administração e a diretoria executiva da petroquímica.
O novo acordo entrará em vigor após a conclusão da transferência das ações para o fundo da IG4, momento em que as partes também submeterão uma proposta de novo Estatuto Social.
De forma geral, a conclusão da transação entre Novonor e IG4, juntamente com o novo acordo de acionistas com a Petrobras, representa um marco relevante para a resolução da incerteza de longa data em torno da estrutura de controle da Braskem e deve contribuir para destravar os próximos passos de seu processo de reestruturação.
O Bradesco BBI, por exemplo, avalia que o acordo com a Petrobras aparentemente reforça a estratégia da estatal de ampliar seu controle sobre a Braskem.
Foto: Joedson Alves/Agência Brasil