

O Vitória entrou em campo com a confiança de quem sabe que conta com a força da torcida dentro de casa. Trocou passes, dominou a posse da bola e criou chances, mas cometeu o maior pecado do futebol: não fez gol. Na noite deste sábado (18), Vitória e Corinthians se enfrentaram no Barradão e saíram de campo com um ponto para cada após um empate sem gols na partida, válida pela 12ª rodada do Brasileirão.
Antes da bola rolar, as duas maiores dúvidas dos torcedores rubro-negros foram sanadas no momento que a escalação foi divulgada. Cacá, emprestado pelo Corinthians, e Erick, que saiu machucado contra o Piauí, foram confirmados e começaram o confronto como titulares.
Agora, o Leão se prepara para viajar ao Rio de Janeiro e enfrentar o Flamengo na quarta-feira (22), pela Copa do Brasil. Já pelo Campeonato Brasileiro, a equipe rubro-negra só joga novamente pela competição contra o Athletico-PR no próximo domingo (26).
Quando o apito inicial soou, o Vitória rapidamente tomou o controle da bola para si e mostrou tranquilidade para armar as jogadas. O Corinthians subia a pressão e o Leão tentava sair com a bola no chão. A dificuldade era ultrapassar o meio de campo congestionado da equipe visitante. A solução encontrada no início do confronto foi usar Kayzer em velocidade para surpreender a dupla de zaga.
Em dois momentos essa estratégia deu certo. No entanto, Renato Kayzer precisou ser substituído com oito minutos após reclamar de dores na coxa. Com Renê em campo, o comportamento do time mandante foi esticar o jogo para tirar a concentração do meio e atacar pelos flancos.
No momento em que tinha a bola, o time paulista enfrentava a mesma dificuldade, tanto que ambos os times ficaram muito tempo trocando passes entre seus homens de defesa antes de avançar em campo. Ao contrário dos donos da casa, a equipe de Fernando Diniz não mostrou repertório para encontrar alternativas de furar o bloqueio adversário.
O primeiro tempo acabou com o VItória melhor em campo. O Leão teve mais oportunidades de abrir o placar, mas não teve competência no último terço para ir ao vestiário com a vantagem. O clima no Barradão era de ansiedade e, principalmente, confiança. No entanto, as duas equipes compartilhavam das mesmas qualidades e dificuldades, o que se traduziu em um empate sem gols nos primeiros 45 minutos.
A segunda etapa iniciou com uma menor temperatura, mas rapidamente o ritmo já subiu novamente e incendiou o Barradão. De um lado, o Corinthians enfim chegou perto de marcar, Do outro, o Leão se manteve com a posse de bola no campo de ataque. A agressividade dos donos da casa rendeu momentos em que Renê e Baralhas tiraram suspiros das arquibancadas.
Defensivamente, o time de Jair Ventura pouco sofreu. Aliado a um adversário pouco inspirado ofensivamente, os três volantes conseguiram interceptar a maioria dos momentos em que os alvinegros tiveram espaço para atacar. Outra qualidade mostrada pelo time rubro-negro foi a capacidade de recuperar a posse perdida em pouco tempo.
Ao contrário do primeiro tempo, o cenário visto no Barradão foi de completo domínio nos últimos 45 minutos. Não que os visitantes não tivessem criado chances, mas as estratégias de cada equipe ficaram mais evidentes. Enquanto o Vitória controlava a posse e tentava furar o bloqueio paulista, o Corinthians apostou no contra-ataque para tentar pontuar em Salvador.
Nos últimos minutos, o Vitória cansou e começou a ceder mais espaços para o time adversário conseguir aproveitar da velocidade de seus jogadores, principalmente com Yuri Alberto. Faltava apenas o último detalhe para o Leão vencer. Jair tentou com Zé Vitor, Aitor, Tarzia, mas saiu de campo com apenas um ponto, para a frustração da torcida rubro-negra.
foto= Crédito: Victor Ferreira/EC Vitória