

Casos de adoecimento mental relacionados ao trabalho têm aumentado no Brasil e acendem um alerta para empresas e trabalhadores. Dados do Ministério da Previdência Social e do INSS apontam que, em 2025, quase meio milhão de afastamentos foram registrados por transtornos mentais, principalmente ansiedade e depressão.
Entre os quadros mais comuns está a Síndrome de Burnout, caracterizada por esgotamento físico, emocional e mental, além de irritabilidade, queda de rendimento, lapsos de memória e sensação constante de incapacidade.
Diante do avanço desses casos, o governo federal atualizou, em maio de 2025, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da segurança e saúde no trabalho. A nova regra torna obrigatória a avaliação de riscos emocionais e psicossociais nas empresas, como excesso de cobranças, metas irreais, lideranças despreparadas e ambientes tóxicos. As mudanças entram em vigor a partir de maio deste ano.
Especialistas destacam que, na prática, as empresas precisarão identificar fatores que contribuem para o estresse e o adoecimento emocional, além de adotar medidas preventivas, como treinamentos, orientação de lideranças e programas de saúde mental.
Além de uma exigência legal, o cuidado com a saúde mental impacta diretamente a produtividade. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que cerca de 12 bilhões de dias úteis são perdidos anualmente no mundo por conta da ansiedade e da depressão, gerando um prejuízo estimado em 1 trilhão de dólares.
A orientação é que trabalhadores que apresentem sintomas como estresse, ansiedade ou esgotamento físico e emocional busquem atendimento médico e apoio psicológico.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil



