

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, afirmou nesta terça-feira (14) que a Bahia vive um “paradoxo econômico”, com potencial de riqueza, mas altos índices de pobreza e desigualdade social sob gestões do PT.
Segundo o ex-prefeito, o estado perdeu protagonismo econômico no Nordeste e não possui um projeto estruturado de desenvolvimento de longo prazo. Ele citou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para sustentar a avaliação.
“Nós temos hoje um estado rico com um povo pobre. A Bahia tem o maior número de pessoas que vivem abaixo da linha da miséria de todo o Brasil. Outro dia saiu uma pesquisa do IBGE que mostrou a renda média per capita das pessoas. A Bahia tem a segunda pior de todo o Brasil. Só estamos à frente do Maranhão”, afirmou.
ACM Neto também comentou o cenário econômico nacional, destacando a perda de poder de compra das famílias e o aumento do endividamento.
“O fim do mês está chegando cedo demais. É impressionante. Chega no dia 5, as pessoas já não têm mais dinheiro. Aí acabam tendo que se endividar, tomar empréstimo”, disse.
Na avaliação do pré-candidato, setores estratégicos da economia baiana não têm sido plenamente explorados, como turismo, agronegócio, mineração e industrialização do interior. Ele também criticou a ausência de um planejamento econômico consistente.
“Você pergunta qual é o plano de desenvolvimento econômico para a Bahia. Não existe. Como estamos trabalhando nossas vocações para ampliar e dinamizar o turismo, o agronegócio, a agricultura familiar, a mineração? Cadê as obras de logística e infraestrutura? Cadê o processo de industrialização do interior?”, questionou.
O ex-prefeito afirmou ainda que o ciclo político do PT na Bahia estaria esgotado após duas décadas de governo.
“Será que 20 anos não foi tempo suficiente? Eles tiveram muito tempo, o povo teve muita paciência e os dois se esgotaram. O que nós temos hoje na Bahia é um estado grande, um estado forte, mas com um governo pequeno”, declarou.
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