

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) notificou o Mosteiro de São Bento da Bahia para que apresente esclarecimentos sobre o estado de conservação da Igreja da Graça, em Salvador, um dos templos mais antigos do Brasil, datado do século XVI e tombado como patrimônio histórico.
O órgão federal deu prazo de 15 dias para resposta, solicitando informações detalhadas sobre as condições internas e externas do imóvel e a adoção de medidas de manutenção. Entre as exigências estão recomposição de telhas, pintura das fachadas, restauração de elementos estruturais e decorativos, além da retirada de vegetação e melhoria no sistema de escoamento de águas pluviais.
Caso não haja manifestação dentro do prazo, que se encerra na próxima quarta-feira (15), o mosteiro poderá ser alvo de sanções administrativas, incluindo multas.
A Igreja da Graça é reconhecida por sua relevância histórica e religiosa. O local abriga os restos mortais de Catharina Paraguaçu, figura ligada à formação colonial da Bahia, e esposa de Diogo Álvares Correia, conhecido como Caramuru, associado à construção da capela após relatos de visões religiosas.
O templo já havia passado por restauração recente, sendo reaberto ao público em 2019 após quatro anos fechado devido a problemas estruturais, como rachaduras e infestação de cupins. A obra foi realizada em parceria entre o mosteiro e o BNDES, com recursos da Lei de Incentivo à Cultura e autorização do próprio IPHAN.
Foto: Reprodução