

O dólar encerrou a segunda-feira (13) em queda de 0,29%, sendo cotado a R$ 4,9969, o menor nível em mais de dois anos e abaixo da marca psicológica de R$ 5. No mesmo pregão, o Ibovespa avançou 0,41%, alcançando 198.132 pontos e ficando próximo de um novo recorde histórico.
O movimento dos mercados foi influenciado por fatores externos, principalmente as tensões geopolíticas no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Irã. O início do dia foi marcado por cautela após o impasse nas negociações de paz, mas o sentimento melhorou ao longo da sessão diante de sinais de possível retomada do diálogo.
Declarações do presidente norte-americano Donald Trump indicando abertura do Irã para novas negociações ajudaram a reduzir parte da aversão ao risco. Ainda assim, investidores seguem atentos à escalada do conflito, especialmente após o bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.
O cenário internacional também impulsionou o petróleo: o Brent subiu 3,27% e o WTI avançou 1,35%, refletindo preocupações com possíveis interrupções na oferta.
No Brasil, o mercado acompanhou a nova edição do Boletim Focus, do Banco Central, que elevou as projeções de inflação para 2026 acima do teto da meta. Para este ano, a estimativa do IPCA foi ajustada para 4,71%, marcando a quinta alta consecutiva.
No acumulado, o dólar cai 2,87% na semana, 3,23% no mês e 8,70% no ano, enquanto o Ibovespa registra alta de 4,93% na semana, 5,26% no mês e 22,47% em 2026.
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