segunda, 13 de abril de 2026
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DELEGADO QUE PRENDEU DEOLANE MESES ATRÁS COBRA INDENIZAÇÃO DE R$ 81 MIL

Maiane Ramos - 13/04/2026 15:34

O delegado Paulo Gondim, da Polícia Civil de Pernambuco, que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra, em 4 setembro de 2024, cobra uma indenização de R$ 81 mil por danos morais, calúnia e difamação. Segundo a defesa do delegado, a influenciadora realizou um ataque pessoal com intuito de linchamento moral contra  Gondim. “A conduta da parte ré gera impacto na imagem pública do Delegado, que contém mais de 17 anos de conduta ilibada na Polícia Civil de Pernambuco”, justificam os advogados, que pedem indenização. Além de pedir que ela exclua o vídeo de todas as plataformas em que ele ainda está publicado, e faça um novo vídeo se retratando e se abstenha de publicar novamente qualquer tipo de conteúdo ilegal, vexatório ou que pretenda denegrir a imagem do delegado.

O vídeo seria uma live, que foi realizada em julho de 2025, no instagram, em que Deolane voltou a acusar o delegado e ameaçou voltar a falar sobre ele e outros nas redes sociais: “Vou expor o abuso de autoridade e dos crimes que vocês vem cometendo. Os crimes que vocês vem cometendo. Vocês me prenderam porque mentiram pra justiça. Você, Paulo Gondim, você mentiu pra justiça, você ludibriou a justiça, o Ministério Público. Eu não aguento mais isso. Pra sempre vocês acabaram com minha imagem, minha saúde mental. Agora tá travada a guerra. Vocês vão bater de um lado e eu do outro. A não ser que vocês me prendam injustamente… Então ou vocês me prendem ou vocês me matam. Não sei o que vocês vão fazer comigo. Mas eu não vou mais me calar. Vocês são covardes. Vocês me prenderam por algo que não existe”.

A advogada, empresária e ex-participante de reality show, foi presa no âmbito da Operação Integration, que tinha como objetivo desmantelar uma quadrilha voltada à exploração de jogos de azar, fraudes e lavagem de dinheiro, envolvendo figuras públicas.

Paulo presidiu o inquérito da policia, onde a influenciadora teve a prisão preventiva mantida inicialmente, chegou a conseguir prisão domiciliar, mas voltou a ser presa em 10 de setembro por descumprir medidas cautelares, sendo solta definitivamente em 24 de setembro de 2024, em Recife (PE).

As medias cautelares impostas a Bezerra incluíam a proibição de comentar o caso publicamente nas redes sociais e de interferir nas investigações. Mesmo ciente da restrição, ela se dirigiu à imprensa e aos seus milhões de seguidores nas redes sociais, dizendo que foi “presa ilegalmente” e que o delegado teria cometido “abuso de autoridade”.

Foto: Reprodução

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