

Em jogo com gol contra bizarro, polêmica de arbitragem e muita confusão, o Bahia venceu o Mirassol de virada por 2×1, na noite deste sábado (11), no Estádio Maião, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após sair atrás ainda no primeiro tempo, em lance infeliz de David Duarte, o Esquadrão mostrou poder de reação na etapa final, empatou com Juba, em cobrança de pênalti, e garantiu o triunfo nos minutos finais com Sanabria, em jogada que gerou revolta dos donos da casa, que reclamaram de falta na origem e provocaram uma longa paralisação, levando a partida a ter mais de 15 minutos de acréscimos
Com o resultado, o Esquadrão foi aos 20 pontos e assumiu, ao menos momentaneamente já que a rodada termina amanhã, a quarta posição na tabela da Série A. Agora, o Esquadrão volta a ter uma semana livre sem jogos para se preparar para outro duelo fora de casa, contra o Flamengo, no próximo domingo (19), às 19h30, no Barradão, pela 12ª rodada.
Embalado por uma vitória histórica na Copa Libertadores no meio de semana, o Mirassol começou a partida pressionando alto, dificultando a saída de bola do Bahia e criando boas chances logo nos primeiros minutos. Com apenas um minuto, Reinaldo cruzou com precisão e Edson Carioca cabeceou por cima. Pouco depois, Neto Moura encontrou ótimo passe por elevação para Negueba, que saiu cara a cara, mas foi travado por Mingo no momento da finalização.
Após o início intenso dos mandantes, o Bahia passou a se soltar mais e também criou oportunidades, como em um chute de fora da área de Pulga, defendido por Walter, e em uma tentativa de Kike, novamente parada pelo goleiro. No entanto, justamente quando o time visitante crescia na partida, o Mirassol abriu o placar em um lance inusitado: após escanteio cobrado por Negueba, David Duarte tentou afastar, mas acabou cabeceando com força contra o próprio gol.
O gol deu novo ânimo ao Mirassol, que voltou a pressionar alto e a dificultar a saída de bola adversária. Apesar de forçar alguns erros, os donos da casa criaram pouco a partir disso. A principal chance veio em um chute de longa distância de Negueba, após falha de passe de Acevedo, exigindo grande defesa de Léo Vieira, que ainda evitou o gol de Eduardo no rebote.
Com o passar do tempo, a intensidade do Mirassol diminuiu, e o Bahia passou a superar a marcação com mais facilidade. A partir dos 30 minutos, assumiu o controle da partida, criou boas oportunidades, mas pecou na tomada de decisão. Em uma jogada bem trabalhada pela direita, Kike teve o chute bloqueado e, na sobra, Everton Ribeiro finalizou fraco para defesa de Walter. Pouco depois, o camisa 10 serviu Acevedo, que, em boa posição para finalizar cruzado, optou pelo passe e desperdiçou uma grande chance.
O segundo tempo começou frenético, com as duas equipes criando boas oportunidades. O Bahia levou perigo primeiro, em chute de Pulga no ângulo, mas sem muita força, facilitando a defesa de Walter. Na sequência, os donos da casa responderam com finalizações de fora da área de Igor Formiga e Eduardo, que foram para fora, além de outra pedrada de Nathan Fogaça, que exigiu grande defesa de Léo Vieira.
Diferente da primeira etapa, o Mirassol já não mantinha a mesma intensidade na marcação alta e passou a apostar mais nos contra-ataques. Esse cenário acabou favorecendo o Bahia, que passou a ter mais tranquilidade na saída de bola e, aos poucos, assumiu o controle das ações. Após alguns minutos de pressão sem efetividade, o Tricolor encontrou a chance do empate em um pênalti sofrido por Ademir. O atacante recebeu belo lançamento de Kike, ficou cara a cara com Walter e acabou derrubado por Victor Luís. Na cobrança, Juba bateu rasteiro, com força, no canto direito do goleiro para deixar tudo igual.
Com o empate no placar e o Mirassol mais cansado por ter jogado no meio de semana, era de se esperar que o Esquadrão aumentasse a pressão para ir em busca da virada, mas não foi isso que aconteceu. A equipe de Rogério Ceni praticamente não chegou mais depois que empatou com exceção de uma cabeçada travada de Willian José e outro lance em que Jean Lucas recebeu lançamento de Everton Ribeiro, ficou em boas condições de finalizar, mas demorou demais e foi travado.
Enquanto isso, o Mirassol voltou ao jogo e passou a criar uma sequência de chances para retomar a liderança. Aos 31 minutos, Alesson recebeu na entrada da área, deixou Mingo no chão e, no momento da finalização, foi travado por David Duarte. Na sequência, Gabriel Pires cobrou falta, a bola desviou na barreira e sobrou para Nathan Fogaça na pequena área, mas Léo Vieira mostrou reflexo rápido ao sair do gol e impedir a finalização.
Mas, no pior momento do Bahia na partida — quando a equipe se segurava para ao menos garantir o empate fora de casa —, saiu o gol da virada. Aos 43 minutos, o time recuperou a bola na intermediária e Acevedo puxou o contra-ataque pelo meio, acionando Kike pela direita. O uruguaio finalizou cruzado, a bola bateu na trave e sobrou limpa para Sanabria empurrar para o fundo das redes.
O gol, porém, deu início a uma grande confusão. O banco do Mirassol ficou revoltado com a não marcação de uma possível falta de Gilberto em Negueba na origem da jogada. A partida ficou paralisada por mais de sete minutos, com muita reclamação e pedidos de revisão ao VAR, que não interveio. A situação terminou com a expulsão do técnico Rafael Guanaes.
Após a normalização e até mesmo uma breve ameaça da equipe do Mirassol de retirar o time de campo, o jogo foi retomado e se estendeu até os 62 minutos. Durante o longo período de acréscimos, o Mirassol pressionou em busca do empate, mas graças a grandes defesas de Léo Vieira, o Bahia conseguiu segurar o resultado e garantir três pontos fundamentais na briga pelo G-4.
foto= Crédito: Rafael Rodrigues/ECB