

A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou forte alta em março e atingiu 1,47%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE. O resultado representa a maior taxa entre as regiões pesquisadas no país no mês e o nível mais elevado em quatro anos.
O índice acelerou de forma significativa em relação a fevereiro, quando havia ficado em 0,40%. No Brasil, a inflação foi de 0,88% em março, também acima do mês anterior (0,70%). Após Salvador, as maiores altas foram registradas em São Luís (1,39%) e na Região Metropolitana de Belém (1,31%), enquanto as menores ocorreram em Rio Branco (0,37%), Goiânia (0,40%) e Curitiba (0,70%).
Com o resultado, a inflação acumulada na RMS chega a 2,39% no primeiro trimestre de 2026, a maior do país no período, acima da média nacional de 1,92%. Em 12 meses, o índice soma alta de 4,01%, com aceleração frente aos 2,93% registrados até fevereiro, embora ainda abaixo do acumulado nacional de 4,14%.
O avanço dos preços em março foi impulsionado principalmente pelos grupos de transportes e alimentação. As despesas com transporte tiveram alta de 4,79%, a maior em mais de duas décadas, puxadas pelo aumento dos combustíveis, que subiram 17,26%. A gasolina avançou 17,37% — maior alta em 30 anos — e foi o item que mais pressionou o índice no mês.
Outros combustíveis também registraram aumentos expressivos, como o diesel (23,83%), maior alta desde o início da série na região, em 2012, e o etanol (10,14%).
Já o grupo de alimentação e bebidas subiu 2,26%, com destaque para os alimentos consumidos em casa, que avançaram 2,89%. Produtos como tomate (49,25%), batata-inglesa (55,15%) e cebola (29,66%) lideraram as altas, refletindo o aumento nos preços de tubérculos, raízes e legumes.
Entre os itens com maiores elevações no mês, predominam alimentos e combustíveis, responsáveis pela maior parte da pressão inflacionária na região.
A inflação só não foi mais elevada devido à queda de preços em alguns grupos, como vestuário (-0,41%) e habitação (-0,30%). No primeiro caso, houve redução nos preços de itens como tênis e bermudas masculinas, enquanto, em habitação, a principal influência veio da energia elétrica (-0,44%).
Também contribuíram para conter o índice quedas em serviços como hospedagem (-5,57%) e transporte por aplicativo (-5,95%).
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil