

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), criticou nesta quinta-feira (9) a gestão do governador Jerônimo Rodrigues durante participação na posse do novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), o desembargador Maurício Kertzman Szporer. Na ocasião, ele respondeu às declarações recentes do chefe do Executivo estadual sobre o uso da expressão “pior governador”.
Segundo ACM Neto, a avaliação negativa da gestão não se restringe à oposição, mas reflete a percepção popular e levantamentos de opinião. “Isso não sou eu, não. Quem diz isso é a população, são as pesquisas, é a avaliação do governo dele. Um governo que não tem uma marca, um governador que prometeu muito há quatro anos atrás e não cumpriu praticamente nada”, disse.
O ex-prefeito também apontou críticas a áreas como saúde, segurança e emprego. “A gente olha no que é essencial à vida dos baianos. Prometeu zerar a fila da regulação, estraiu o caos na saúde pública. Prometeu dar segurança ao cidadão. A Bahia é o estado mais violento do Brasil hoje. Prometeu gerar emprego. A Bahia é campeã em desemprego, campeã em pobreza”, afirmou.
Na avaliação dele, esses fatores explicam a rejeição ao governo. “Essas são as marcas do governo de Jerônimo Rodrigues. E é exatamente por esse motivo que a população reprova a sua gestão”, declarou. Ao rebater o governador, acrescentou: “A rejeição de Jerônimo é maior do que a sua aprovação em quase todas as pesquisas. O que é absolutamente inédito para um governador da Bahia”.
ACM Neto também afirmou que há insatisfação interna entre aliados do governador. “Aliás, esse não é um sentimento só meu e dos baianos, é também de muitos colegas do próprio governador que passaram um bom tempo discutindo se ele se manteria ou não candidato, se seria ou não substituído”.
Por fim, ele defendeu mudança de postura por parte do chefe do Executivo estadual. “Então, a quem falta humildade é o governador para colocar o pé no chão, reconhecer os problemas do nosso Estado e trabalhar ainda nos meses que lhe restam para resolver esses problemas”, concluiu.
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