

O governo federal autorizou o repasse de R$ 16 milhões, por meio do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para a realização de estudos que vão avaliar a implantação de um trem regional ou VLT ligando Salvador a Alagoinhas, na Bahia.
Os recursos serão aplicados na elaboração de um anteprojeto que definirá o modal mais adequado para integrar o Polo Petroquímico, a Região Metropolitana e a capital baiana.
Atualmente, a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) analisa duas possibilidades de traçado. A primeira parte da localidade de Ilha de São João, no Subúrbio Ferroviário, passando por Mapele até Camaçari. A segunda alternativa tem início na Estação Águas Claras do metrô, seguindo por Simões Filho até o polo industrial.
Segundo o presidente da CTB, Eracy Lafuente, a expectativa é contratar os estudos até o primeiro semestre de 2026, com possibilidade de antecipação. “Estou analisando futuras extensões. A próxima extensão que eu vou fazer, no modelo de trem regional — pode ser um veículo leve sobre trilhos [VLT], pode ser um trem, pode ser o que for —, nós vamos sair de Mapele — ou inclusive Águas Claras — e direção a Simões Filho, para chegar a Camaçari pela FCA. Depois de Camaçari, eu vou até Alagoinhas. Estamos contratando esse estudo — e não projeto para implantação — ainda neste ano ou início do ano que vem”, afirmou.
Além do projeto intermunicipal, o governo da Bahia também planeja ampliar a malha do VLT em Salvador. Entre as intervenções previstas está a ligação entre a Baixa do Fiscal e a Estação Retiro do metrô, com cerca de 4 km de extensão, que deve ser licitada nos próximos meses.
“Vou licitar uma segunda extensão, da Baixa do Fiscal até a Estação Retiro do metrô. Fora isso, não estou estudando mais nada”, garantiu Lafuente, ao destacar que a prioridade é consolidar os trechos já contratados e essas expansões imediatas.
Outro projeto em fase avançada de planejamento é o trecho de 3,6 km entre a Calçada e o bairro do Comércio, com trajeto passando pela Feira de São Joaquim, Terminal de Ferry-Boats e Terminal da França.
A Península de Itapagipe também está no radar da gestão estadual. A proposta prevê um traçado circular de cerca de 3 km para atender regiões como Ribeira e Bonfim, com circulação nas proximidades do Santuário de Nosso Senhor do Bonfim e ligação ao Terminal de Passageiros da Ribeira.
Considerado um projeto de alta complexidade, o VLT metropolitano pode ultrapassar 100 km de extensão caso chegue a Alagoinhas via Dias D’Ávila e Catu. Além dos recursos do PAC, o governo estadual busca financiamento internacional, incluindo negociações com o Banco dos BRICS (NDB).
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou o impacto social da iniciativa. “Agora, chega o VLT para valorizar toda a região — um equipamento moderno, que vai transformar a mobilidade urbana, ser vetor de desenvolvimento e incrementar os investimentos, gerando emprego e renda”, afirmou.
(bahia.ba)
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