

O Vitória é uma equipe jogando no Barradão e outra completamente diferente quando sai de Salvador. Apesar de não fazer uma partida ruim, o Leão contou com a infelicidade da expulsão de Edenilson ainda no primeiro tempo e buscou o empate com a Chapecoense por 1×1 na Arena Condá. A partida, válida pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, contou com Neto Pessoa abrindo o placar, enquanto Matheuzinho empatou o confronto
Entre suspensões e opções táticas, Jair Ventura mandou a campo um time bem diferente em relação aos últimos confrontos. Foram seis mudanças no time titular, com destaque para Edenilson, Caíque, Zé Vitor, Ronald e Tarzia foram escolhidos para iniciar o jogo, enquanto Renato Kayzer voltou à titularidade após ser poupado contra o Cruzeiro.
Com o resultado, o time rubro-negro vai aos 11 pontos. Agora, o Leão volta a campo na quarta-feira (8), quando o time recebe a Juazeirense em Salvador, pela Copa do Nordeste. Os baianos seguem no Brasileirão no próximo sábado (11), recebendo o São Paulo ainda no Barradão. A bola rola às 16h30.
Sem vencer fora de casa, o Vitória entrou no campo da Arena Condá com a pressão de mostrar o mesmo desempenho dos jogos realizados no Barradão. Nos primeiros minutos, a partida contou com os visitantes com mais posse de bola. Kayzer, inclusive, perdeu grande chance logo no início.
Apesar de não ter o controle da bola, a Chapecoense ameaçava a defesa rubro-negra quando apostava na velocidade dos atacantes de beirada. O jogo não mostrou favoritismo para nenhum dos lados. Apesar do equilíbrio, era o Leão que estava mais próximo de abrir o marcador.
Com o decorrer do primeiro tempo, os dois times se tornaram cada vez mais previsíveis, o que diminuiu a temperatura do confronto. Quando a Chape atacava, a defesa rubro-negra não encontrava dificuldade para interceptar os lances. O mesmo acontecia quando era o Vitória no campo de ataque.
Se o jogo estava parado, um erro coletivo colocou fogo na partida. Zé Vitor foi driblado no meio de campo e o ponta esquerda da equipe catarinense recebeu o lançamento nas costas de Edenilson. O jogador do Vitória caiu e derrubou Ítalo a centímetros da grande área. Por impedir uma clara e manifesta situação de gol, o cartão vermelho foi levantado para o atleta.
A expulsão foi determinante para deixar a equipe mandante com o favoritismo do confronto. Aproveitando o intervalo, Jair Ventura voltou para o segundo tempo com Nathan Mendes e Renê. A intenção do comandante rubro-negro foi repor o lateral direito e dar sangue novo na referência ofensiva.
O problema do Leão foi a falta de efetividade no terço final. Apesar da desvantagem numérica, o time baiano teve chance de abrir o placar na Arena Condá, mas o zagueiro Cacá parou no goleiro adversário. Defensivamente, o volume da Chape continuou mais alto. No entanto, o Vitória soube se fechar e pouco sofreu com chances de real perigo.
A equipe baiana só voltou a crescer nos últimos 15 minutos da partida, quando a Chapecoense passou a errar com mais frequência em seu campo de defesa, o que se tornou o combustível necessário para o Vitória finalizar mais. Nesse contexto, Anderson Pato teve a melhor chance do jogo, mas isolou o lance.
O futebol tem uma máxima já conhecida: quem não faz, leva. E foi exatamente assim que o Vitória viu Neto Pessoa subir mais que todo mundo, vencer Lucas Arcanjo e abrir o placar na Arena Condá. Com um minuto em campo, Matheuzinho sofreu o pênalti e foi para a cobrança empatar o jogo e impedir mais uma derrota do time jogando fora de Salvador.
foto= Victor Ferreira/EC Vitória



