

O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários, João Accioly, afirmou nesta segunda-feira (6) que o órgão tem sido alvo de críticas públicas devido ao escândalo envolvendo o Banco Master.
Durante evento em comemoração aos 50 anos da CVM, realizado na Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio de Janeiro, Accioly declarou que, enquanto a autarquia enfrenta ataques, o Banco Central do Brasil estaria tentando “ficar melhor na foto” em relação ao caso.
Segundo ele, apesar das críticas, o trabalho da CVM deve ser reconhecido. Accioly destacou o esforço do corpo técnico da instituição e afirmou que o órgão segue atuando dentro de suas atribuições na regulação e fiscalização do mercado.
O caso envolve o Banco Master, que era controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso. A instituição foi liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado, após suspeitas de fraudes.
Tanto a CVM quanto o Banco Central vêm sendo questionados por uma suposta demora na identificação das irregularidades. Antes da liquidação, a CVM chegou a barrar a venda do banco ao Banco de Brasília (BRB).
Além disso, o Banco Central informou que recebeu, em julho de 2024, um alerta da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades no Master. Em resposta, o órgão afirmou que as suspeitas já haviam sido analisadas internamente e posteriormente arquivadas.
O episódio segue gerando repercussão e levanta questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela supervisão do sistema financeiro
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