

A compra da Bahia Mineração (Bamin) por um novo grupo empresarial está encaminhada e deve ser anunciada em breve. A construtora Mota-Engil, de Portugal, que tem como principal acionista a estatal chinesa China Communications Construction Company, já está em due diligence, com alta probabilidade de fechamento do negócio.
Na due diligence o potencial comprador vê a empresa por dentro, e tem acesso a demonstrações financeiras detalhadas, contratos relevantes (clientes, fornecedores, dívida), ativos físicos (minas, ferrovias, licenças) e outros dados.
A Mota-Engil se apresenta como comprador e o grupo chinês deve ser o financiador do projeto, que inclui a mina de ferro em Caetité, a Ferrovia FIOL 1 e o Porto Sul em Ilhéus. O valor do investimento é da ordem de R$ 15 bilhões.
A CCCC – China Communications Construction Company, que controla a construtora Mota-Engil, faz parte do consórcio que vai construir a ponte Salvador/Itaparica, através do grupo CCCC e de uma empresa regional vinculada ao grupo, a CCCC South América. A outra empresa que completa o consórcio é a China Railway 20 Bureau Group (CR20).
Nesta quinta-feira (26) o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, anunciou a iminente retomada das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e do Porto Sul, em um evento em Itabuna. Costa não confirmou oficialmente o nome do comprador, mas fontes próximas à Bamin indicaram ao Bahia Econômica tratar-se da Mota-Engil.
Como o valor do investimento é alto, já se fala inclusive na possibilidade de um blend de financiamento, com a participação do BNDES, pois o projeto envolve mineração + logística pesada e tem impacto direto na balança comercial, mas ainda não há nada concreto nesse aspecto.