

O Mirassol estreou na temporada parecendo que sequer tinha saído de 2025, o ano mais mágico de sua centenária história. A vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo, no Maião, foi convincente, mas não reflete o que tem sido o 2026 do clube até aqui.
Sensação do futebol brasileiro no ano passado, o Leão viu a “maré virar” pouco depois e, vivendo um jejum de nove jogos sem vitória, entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão com a derrota para o Vitória , no último domingo. Esta é a primeira vez que isso acontece desde a segunda rodada da Série A da temporada anterior.
Até aqui, o time amarelo e verde venceu apenas três dos 15 jogos que disputou em 2026. São ainda cinco empates e sete derrotas, números que conferem um aproveitamento de pouco mais de 30%.
A primeira frustração veio no Paulistão, com a eliminação ainda na primeira fase. É bem verdade que o estadual nunca figurou entre as prioridades do clube para este ano, mas a sequência se estendeu para o Brasileirão. E este, sim, é o principal objetivo, conforme dito pelo próprio técnico Rafael Guanaes.
No nacional, são seis partidas de jejum. O Leão venceu apenas na estreia, contra o Vasco, e vai completar dois meses sem saber o que é vencer. A equipe teve o jogo da quarta rodada, contra o Flamengo, adiado e vem em uma sequência de três derrotas consecutivas.
Os números na temporada são tímidos até aqui. A equipe marcou 18 gols, sofreu outros 18 e não conseguiu balançar as redes adversárias nos três últimos jogos. Artilheiro do time e melhor lateral-esquerdo do Brasileirão de 2025, Reinaldo sequer marcou neste ano.
O elenco do Leão passou por uma boa reformulação e, depois de perder peças importantes como Jemmes, Lucas Ramon, Danielzinho e Gabriel – todos titulares -, Rafael Guanaes ainda busca o melhor encaixe da equipe com os muitos reforços que chegaram.
Na reta final o Paulistão, o time sofreu muito com lesões e chegou a ter oito desfalques simultâneos. Entre os jogadores contratados para 2026, o zagueiro Willian Machado e o lateral-direito Igor Formiga foram os únicos a conquistarem o status de titulares absolutos. O meia Eduardo também caminhava para isso, mas sofreu uma lesão no punho e não joga há mais de 40 dias.
Alguns ainda não conseguiram mostrar serviço, como os zagueiros Lucas Oliveira e Rodrigues, do volante Denílson e dos atacantes Everton Galdino e André Luís, que atuaram pouco. Há ainda o caso de Lucas Mugni, que chegou com status de titular, marcou logo na estreia e agora, mesmo sem estar lesionado, não vem sendo sequer relacionado para as partidas desde o fim do Paulistão.