

O deputado federal Lindbergh Farias criticou nas redes sociais a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que concedeu prisão domiciliar por 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por motivos de saúde.
Em suas publicações, Lindbergh afirmou que Bolsonaro já estava em uma unidade com espaço amplo e atendimento médico permanente, mas que a decisão representou uma pressão política por tratamento mais brando, enquanto milhares de presos idosos e doentes permanecem em celas superlotadas, sem assistência adequada ou atenção pública.
O deputado relembrou ainda posicionamentos da família Bolsonaro e de aliados, que, segundo ele, historicamente defenderam que “preso pobre tem de apodrecer na cadeia”, enquanto pessoas influentes recebem tratamento diferenciado e rápido. “No Brasil, a prisão pesa com toda a sua brutalidade sobre pobres, negros e periféricos, mas encontra suavizações, cautelas e excepcionalidades quando chega aos poderosos. E agora, os presos com mais de 70 anos, os doentes e os vulneráveis das penitenciárias brasileiras também terão direito à prisão domiciliar? Porque a mensagem que fica, se nada mudar, é de cadeia para os pobres e impunidade para os ricos”, escreveu Lindbergh.
O ex-presidente está internado no Hospital DF Star desde 13 de março, tratando uma pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Na segunda-feira (23), ele deixou a UTI e foi transferido para um quarto. Segundo o boletim médico mais recente, seu estado de saúde é estável, sem previsão de alta.
A decisão do STF seguiu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, que reforçou a necessidade de acompanhar de perto a saúde do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar.
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