

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprirá prisão domiciliar temporária por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A medida segue parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, que destacou a necessidade de acompanhamento do estado de saúde do ex-mandatário.
Apesar da autorização, Moraes definiu regras rígidas para a rotina e visitas durante a recuperação. Entre elas:
Bolsonaro está proibido de usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa, redes sociais, ou gravar áudios e vídeos, mesmo por terceiros. Visitantes deverão passar por vistoria, e aparelhos eletrônicos ficarão retidos.
Além disso, manifestações, acampamentos ou aglomerações num raio de 1 km da residência estão proibidos. Todas as demais visitas foram suspensas por 90 dias para garantir um ambiente controlado e reduzir riscos de infecção.
O ex-presidente já havia cumprido prisão domiciliar entre 4 de agosto e 22 de novembro de 2025, quando foi detido pela Polícia Federal após descumprir regras da medida, incluindo o uso da tornozeleira eletrônica. Na ocasião, a detenção estava relacionada a um inquérito sobre a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, junto ao governo dos Estados Unidos para promover sanções contra autoridades brasileiras.
Foto: Reprodução
O caso reforça a vigilância rigorosa determinada por Moraes, que mantém medidas de controle estrito durante esta nova fase de prisão domiciliar humanitária.
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