segunda, 23 de março de 2026
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DELAÇÃO DE VORCARO COMEÇA COM QUASE 20 NOMES, 4 BAIANOS, COM ALGUM ENVOLVIMENTO COM O BANCO MASTER. VEJA A LISTA

Redação - 23/03/2026 16:59 - Atualizado 23/03/2026

A delação do banqueiro Daniel Vorcaro está  deixando os políticos e  os juízes na expectativa. Desde que Vorcaro foi preso, o Congresso parou. Não há mais sessões presenciais e nada relevante está sendo votado. Até o momento quase duas dezenas de personalidades, entre juízes, deputados, senadores e políticos foram citados e devem explicações, entre eles quatro baianos são citados. Veja a lista:

Dias Toffoli – Tem uma empresa familiar que fez negócios com um fundo ligado ao universo do Master.

Alexandre de Moraes – O escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci, recebeu R$ 80 milhões do Master por dois anos de serviços ainda mal explicados.

Kássio Nunes Marques –  Seu filho Kevin  que tem 25 anos e apenas dois anos de advocacia,  recebeu R$ 281 mil da empresa Consult, contratada por R$ 18 milhões do Master e da JBS. Kevin é sócio do filho do dono da Consult.

Ibaneis Rocha (MDB) –  O escritório do governador do Distrito Federal tinha um contrato de R$ 38 milhões com o banco Master.

Hugo Motta (Republicanos) – a cunhada do presidente da Câmara, tomou um empréstimo de R$ 22 milhões no Master para compra de um terreno em João Pessoa.

Jaques Wagner (PT) –  O Banco Master pagou R$ 11 milhões à empresa da nora do senador Jaques Wagner (PT) por serviços de prospecção de operações de crédito consignado.

ACM Neto – O vice-presidente do União Brasil é candidato ao governo da Bahia recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da gestora Reag, parceira do banco, por meio de um contrato de consultoria.

Antonio Rueda – o presidente do União Brasil,  reconheceu que seu escritório de advocacia mantinha um contrato com o banco. Os valores não foram revelados. Ainda.

Guido Mantega – O ex-ministro recebia R$ 1 milhão mensais como consultor. O

Ricardo Lewandowski –   o escritório de advocacia dos filhos do ex-ministro recebeu R$ 6 milhões ao longo de dois anos de contrato.

Michel Temer – O ex-presidente  foi contratado pelo Master para “mediar” a negociação entre o banco e o governo do Distrito Federal.

Há outros políticos que devem explicações:

Ciro Nogueira (PP) – o senador  apresentou a “emenda Master”, projeto que quadruplicaria o valor mínimo de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o eixo das fraudes.

Filipe Barros (PL) – o deputado apresentou um projeto de lei igual ao de Ciro Nogueira para ressuscitar a “emenda Master”.

Dr. Luizinho e Cláudio Cajado ( PP)  – apresentaram proposta para dar à Câmara autorização para afastar diretores do BC, quando o Banco Central resistia ao assédio do Master para autorizar sua compra pelo BRB.

Cláudio Castro (PL) – O governador do Rio autorizou o fundo de pensão dos servidores do Estado, o Rioprevidência, a desperdiçar R$ 900 milhões em letras podres do Master.

Clécio Luís (União Brasil) – o fundo Amapá Previdência comprou R$ 400 milhões de papéis do Master, na gestão do governador do Amapá.  O fundo é controlado por aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).

João Henrique Caldas (PL) – O fundo de previdência da prefeitura de Maceió,  torrou R$ 97 milhões em letras financeiras do Master.

João Carlos Bacelar (PL) –  o deputado João Carlos Bacelar (PL) negociava com Vorcaro a venda de um terreno em Trancoso, na Bahia.

Com informações do jornalista Thomas Traumann, de O Globo.

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