

A delação do banqueiro Daniel Vorcaro está deixando os políticos e os juízes na expectativa. Desde que Vorcaro foi preso, o Congresso parou. Não há mais sessões presenciais e nada relevante está sendo votado. Até o momento quase duas dezenas de personalidades, entre juízes, deputados, senadores e políticos foram citados e devem explicações, entre eles quatro baianos são citados. Veja a lista:
Dias Toffoli – Tem uma empresa familiar que fez negócios com um fundo ligado ao universo do Master.
Alexandre de Moraes – O escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci, recebeu R$ 80 milhões do Master por dois anos de serviços ainda mal explicados.
Kássio Nunes Marques – Seu filho Kevin que tem 25 anos e apenas dois anos de advocacia, recebeu R$ 281 mil da empresa Consult, contratada por R$ 18 milhões do Master e da JBS. Kevin é sócio do filho do dono da Consult.
Ibaneis Rocha (MDB) – O escritório do governador do Distrito Federal tinha um contrato de R$ 38 milhões com o banco Master.
Hugo Motta (Republicanos) – a cunhada do presidente da Câmara, tomou um empréstimo de R$ 22 milhões no Master para compra de um terreno em João Pessoa.
Jaques Wagner (PT) – O Banco Master pagou R$ 11 milhões à empresa da nora do senador Jaques Wagner (PT) por serviços de prospecção de operações de crédito consignado.
ACM Neto – O vice-presidente do União Brasil é candidato ao governo da Bahia recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da gestora Reag, parceira do banco, por meio de um contrato de consultoria.
Antonio Rueda – o presidente do União Brasil, reconheceu que seu escritório de advocacia mantinha um contrato com o banco. Os valores não foram revelados. Ainda.
Guido Mantega – O ex-ministro recebia R$ 1 milhão mensais como consultor. O
Ricardo Lewandowski – o escritório de advocacia dos filhos do ex-ministro recebeu R$ 6 milhões ao longo de dois anos de contrato.
Michel Temer – O ex-presidente foi contratado pelo Master para “mediar” a negociação entre o banco e o governo do Distrito Federal.
Há outros políticos que devem explicações:
Ciro Nogueira (PP) – o senador apresentou a “emenda Master”, projeto que quadruplicaria o valor mínimo de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o eixo das fraudes.
Filipe Barros (PL) – o deputado apresentou um projeto de lei igual ao de Ciro Nogueira para ressuscitar a “emenda Master”.
Dr. Luizinho e Cláudio Cajado ( PP) – apresentaram proposta para dar à Câmara autorização para afastar diretores do BC, quando o Banco Central resistia ao assédio do Master para autorizar sua compra pelo BRB.
Cláudio Castro (PL) – O governador do Rio autorizou o fundo de pensão dos servidores do Estado, o Rioprevidência, a desperdiçar R$ 900 milhões em letras podres do Master.
Clécio Luís (União Brasil) – o fundo Amapá Previdência comprou R$ 400 milhões de papéis do Master, na gestão do governador do Amapá. O fundo é controlado por aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).
João Henrique Caldas (PL) – O fundo de previdência da prefeitura de Maceió, torrou R$ 97 milhões em letras financeiras do Master.
João Carlos Bacelar (PL) – o deputado João Carlos Bacelar (PL) negociava com Vorcaro a venda de um terreno em Trancoso, na Bahia.
Com informações do jornalista Thomas Traumann, de O Globo.