

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75%, e defendeu uma queda mais expressiva nos juros.
Durante a 17ª Caravana Federativa, realizada em São Paulo, Lula afirmou ter ficado insatisfeito com o resultado da reunião. “acordei ‘triste’ com o percentual do corte”, declarou, ao destacar que esperava uma redução de 0,5 ponto percentual.
O presidente também questionou a influência de fatores externos, como conflitos no Oriente Médio, sobre as decisões do Banco Central do Brasil, afirmando que o país já enfrenta um cenário de sacrifícios econômicos.
O Copom, por sua vez, justificou a redução mais cautelosa diante da volatilidade internacional e da alta de cerca de 40% no preço do petróleo, que chegou a US$ 100 o barril, impactando as projeções de inflação para 2026.
No mesmo evento, Lula propôs uma medida para conter a alta do diesel: a divisão do custo da isenção do ICMS entre União e estados. A proposta prevê que os governos estaduais zerem o imposto, com compensação parcial do governo federal.
“O governo federal vai pagar metade da isenção que eles fizerem”, prometeu o presidente, ao defender uma solução conjunta para reduzir os impactos no frete e no custo de vida, após reajuste recente de 20% no combustível pela Refinaria de Mataripe.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil



