

Entre janeiro e fevereiro deste ano, o preço do ovo aumentou 4,15% em Salvador, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Produto essencial na mesa dos baianos, a placa com 30 unidades é vendida na capital por até R$ 34,99, segundo levantamento feito nesta terça-feira (17), no aplicativo Preço da Hora.
De acordo com a supervisora de disseminação de informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros, há uma combinação de fatores para o registro desse aumento. “O ovo tinha aumentado muito no início de 2025 (fevereiro e março), depois passou praticamente todo o resto do ano em deflação. E agora teve um primeiro aumento em fevereiro”, explica.
Na capital baiana, a placa de ovos mais cara, com 30 unidades, é a de R$ 34,99, vendida em mercadinhos como Delissei Tagata, no Caminho das Árvores, no Box São Jorge, no Rio Vermelho, e no Organi Empório de Orgânicos e Naturais, na Barra. Já a mais barata é comercializada por R$ 17,99 no Mercadinho Novo Valéria, em Valéria.
Entre os fatores que indicam o encarecimento estão: a recomposição do preço ao consumidor final, por parte dos vendedores, depois de muitas baixas, e o efeito quaresma (período em que católicos evitam o consumo de carne). “Os produtores sempre dizem que é um período de demanda aquecida por ovos, em substituição à carne”, afirma Mariana.
Produtora de ovos caipiras, Edna Santos não pretende aumentar o valor dos seus produtos neste mês. A granja dela, em Serrinha, no centro norte da Bahia, trabalha com criação de ovos do tipo caipira em processo manual.
De acordo com Edna, a alta do produto tem forte relação com a quaresma e com aumento no preço do combustível e das exportações. “Essa alta de preços é em função redução na produção em função dos últimos meses, com preços muitos baixos. Alta demanda e baixa produção”, pontua.
Crédito: Arisson Marinho/CORREIO