

O governo federal anunciou novas medidas com o objetivo de evitar uma paralisação dos caminhoneiros, prevista para os próximos dias em meio à insatisfação da categoria com o aumento do diesel e os custos da atividade. A principal ação será o reforço na fiscalização do cumprimento da tabela de preço mínimo de frete no país.
O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que destacou a necessidade de tornar mais efetiva a aplicação da política. Segundo ele, a iniciativa busca garantir que os caminhoneiros recebam valores justos pelo transporte de cargas, cobrindo despesas como combustível, manutenção e pedágios.
A medida será implementada em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, responsável pela fiscalização do setor. De acordo com o governo, empresas que descumprirem a tabela poderão ser responsabilizadas, com sanções que incluem a interrupção de práticas irregulares e punições para evitar reincidência.
A tabela de frete estabelece um piso obrigatório para o transporte rodoviário de cargas no Brasil e é reajustada com base, principalmente, nas variações do preço do diesel. Caminhoneiros, no entanto, afirmam que a falta de fiscalização tem permitido a prática de valores abaixo do mínimo, comprometendo a renda da categoria.
A insatisfação aumentou após recentes reajustes no diesel, atribuídos à alta do petróleo no mercado internacional, em meio a tensões no Oriente Médio. Representantes do setor alegam que os custos operacionais têm superado os ganhos, tornando a atividade financeiramente inviável.
O presidente da associação que representa os caminhoneiros, Wallace Landim, afirmou que a possível paralisação não tem motivação política, mas sim econômica. Segundo ele, muitos profissionais estão operando no prejuízo, sem conseguir cobrir sequer os custos básicos do trabalho.
Por outro lado, o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, declarou que o governo já adotou medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis e avaliou que não há justificativa para uma greve neste momento.
Apesar das ações anunciadas, lideranças da categoria seguem mobilizadas, e a possibilidade de paralisação continua sendo monitorada pelo governo e pelo setor produtivo, diante dos possíveis impactos no abastecimento e na economia do país.
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