

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: o diálogo diplomático de alto nível entre o Brasil e o bloco europeu foi fundamental para destravar o avanço das negociações e superar resistências internas de ambos os lados.
Após 20 anos de idas e vindas, um dos maiores acordos comerciais da história do Mercosul está prestes a sair do papel. A aprovação do PDL 41/2026 pelo Senado Federal na última semana representa um avanço no compromisso do Brasil com a União Europeia, posicionando o país para uma nova era de exportações. A estimativa do Ministério do Desenvolvimento (MDIC) é otimista e projeta um incremento relevante no PIB nacional nos próximos 15 anos.
Um dos pontos cruciais para que o avanço das negociações com Bruxelas ocorresse em 2026 foi o endurecimento das cláusulas de sustentabilidade. O Brasil aceitou compromissos mais rígidos vinculados ao Acordo de Paris e ao combate ao desmatamento. Agora, essas metas deixam de ser apenas discurso diplomático e passam a integrar o acordo comercial, com previsão de mecanismos de monitoramento e solução de controvérsias que podem impactar as exportações, exigindo uma vigilância rigorosa do setor produtivo.
O calendário de implementação está apertado, mas caminha conforme o cronograma negociado e discutido no Congresso, com participação da senadora Tereza Cristina.
Março: o Paraguai deve realizar a ratificação final.
Abril: sanção presidencial no Brasil e troca de notas diplomáticas.
1º de Maio: início da vigência e corte das primeiras alíquotas de importação.
Para o agronegócio, a notícia é um divisor de águas, garantindo previsibilidade para investimentos em larga escala e acesso a um dos mercados mais exigentes e rentáveis do planeta.
Crédito: Ricardo Stuckert/PR