

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (17) que poderia ter a “honra de tomar Cuba”, no mesmo dia em que a ilha enfrentou um colapso em sua rede elétrica nacional, desde que os EUA interromperam o fornecimento de petróleo.
Durante declaração no Salão Oval, Trump sugeriu diferentes formas de atuação no país caribenho. “Seria uma grande honra”, disse, acrescentando que poderia “tomar Cuba” de alguma maneira, seja “libertando-a” ou por outros meios. Questionado sobre a possibilidade de uma ação militar, evitou dar detalhes e afirmou apenas que não poderia antecipar o formato de uma eventual intervenção.
As declarações ocorreram em meio a um novo apagão que atingiu todo o território de Cuba. Segundo a operadora estatal, não foram identificadas falhas nas unidades geradoras em funcionamento no momento do colapso, e equipes trabalham para restabelecer o fornecimento de energia.
Na manhã desta terça-feira (17), o serviço começou a ser retomado parcialmente em áreas de Havana e em regiões do oeste e centro-leste do país, após a reativação de algumas usinas. Ainda assim, a recuperação tem sido lenta, como costuma ocorrer em apagões de grande escala.
Nos últimos anos, quedas de energia têm se tornado frequentes no país. Autoridades cubanas atribuem a crise às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, enquanto críticos apontam a falta de investimentos no sistema elétrico.
Com cerca de 10 milhões de habitantes, Cuba depende fortemente do petróleo para geração de eletricidade. A redução no fornecimento de combustível agravou a situação, provocando cortes de energia, racionamento de insumos e aumento expressivo no preço dos combustíveis no mercado paralelo.



