terça, 17 de março de 2026
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BRUNO REIS NEGA EXCLUSIVIDADE A BANCO MASTER, DEFENDE ACM NETO E COBRA GOVERNO DA BAHIA

Bruna Carvalho - 17/03/2026 09:24 - Atualizado 17/03/2026

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, negou nesta segunda-feira (16) que um decreto municipal tenha criado exclusividade para operações de crédito consignado do Banco Master destinadas a servidores públicos. A declaração ocorre após questionamentos sobre a norma editada em 2021.

Segundo o gestor, a medida ampliou em 10% a margem consignável durante a pandemia, com foco na compra de alimentos, sem beneficiar instituições específicas. “Quero convidar todos vocês da imprensa a ler o decreto da prefeitura de 2021. Não existe exclusividade para ninguém. Tá lá claro, eu vi aí muita fake news essa semana. Atendendo a pedido dos servidores, em 2021, até por conta da pandemia, a prefeitura aumentou em 10% o crediário para aquisição de produtos alimentares. Isso precisa ficar totalmente claro e para não restar dúvidas para quem quer que seja”, afirmou.

Durante a coletiva, Bruno Reis também defendeu o ex-prefeito ACM Neto sobre consultorias realizadas após as eleições de 2022. “ACM Neto em 2023, depois que não venceu as eleições para governador, foi cuidar da sua vida, trabalhar. Precisava sustentar sua família, é pai. Prestou consultoria sem ocupar qualquer cargo público para algumas empresas.Na época, instituições sem qualquer suspeição, inclusive na bolsa de valores, com ações em alta, com o rate também, trabalhos que foram realizados devidamente prestados, portanto, sem qualquer vinculação a qualquer suspeição ou irregularidade”, disse.

O prefeito também cobrou esclarecimentos do governo estadual sobre repasses ao Banco Master entre 2023 e fevereiro de 2026, que somam cerca de R$ 49,2 milhões, relacionados à antecipação de precatórios do Fundef. Ao criticar a operação, afirmou: “Em relação a antecipação dos créditos do Fundef, o que é isso gente? Vender um crédito que tinha para receber com um desconto para um banco que continua percebendo que está com problemas. Ou seja, vender o crédito dos professores antecipados. Na prática é isso. A prefeitura tem um crédito de precatório para receber e não vendi porque tenho gestão fiscal e uma organização que não justifica você vender”.

Foto: Valter Pontes/Secom PMS

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