

A CFO da Oncoclínicas, que controla várias empresas médicas na Bahia, Camille Faria, renunciou ao cargo, ao saber da negociação com a Porto (antIga Porto Seguro Seguros) um acordo que pode levar o grupo segurador a injetar R$ 1 bilhão na empresa oncológica. A renúncia de Camille não teria a ver com os méritos da transação, e sim com a forma como a companhia decidiu comunicá-la.
O novo CFO, Chief Financial Officer, aerá Marcel Vieira, um sócio da Latache, o segundo maior acionista da Oncoclínicas, com 14,6% do capital.
A proposta prevê a formação de uma nova companhia e que a Porto aporte R$ 500 milhões para ficar com uma participação de 30% dela. Além disso, a empresa poderá subscrever debêntures conversíveis em ações no valor total de R$ 500 milhões, com vencimento em 48 meses e remuneração equivalente a 110% do CDI.
Parte do endividamento da Oncoclínicas — que somava R$ 4,8 bilhões no terceiro trimestre — pode ser transferida para a nova empresa, dependendo da estrutura final do negócio.
Depois que a notícia da transação com a Porto ficou pública, investidores que tentaram fazer as contas disseram que é impossível modelar o negócio sem saber exatamente o quanto dos R$ 4 bi de dívida líquida da Oncoclínicas descerão da holding, chama de NewCo, que será formada na joint venture com a Porto.
A Oncoclínicas, abriu em alta de 9,2% com o mercado reagindo à notícia de sexta-feira. A companhia agora vale R$ 2,2 bilhões na Bolsa.