

O pré-candidato ao Governo da Bahia e ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) concedeu entrevista nesta quinta-feira (12) ao programa Se Liga Bocão, da rádio Baiana FM, comandado pelo jornalista Zé Eduardo, no qual avaliou o atual cenário político estadual e nacional. Durante a entrevista, Aleluia afirmou que não tem concentrado sua campanha em disputas com adversários, mas na apresentação de ideias para o estado.
“Eu não estou muito preocupado com essa questão, eu acho que precisamos discutir a Bahia, precisamos discutir o Brasil, eu tenho uma divergência com a orientação nacional do Brasil, acho que o Brasil está perdendo a oportunidade de se manter como uma economia significativa no mundo, nós estamos perdendo espaço. Tenho lido e visitado outros países. Nós estamos num processo de empobrecimento, e a Bahia lidera esse processo de empobrecimento”, disse.
Segundo Aleluia, que já foi deputado federal por seis mandatos, a prioridade neste momento é estruturar um grupo político com propostas voltadas à gestão pública. “Eu não tenho que me preocupar com os adversários, tenho que me preocupar com a minha proposta, com o debate. Portanto você vê que a minha campanha não é uma campanha de agressão ao governador. O meu problema aqui é time, ter um time. Eu quero formar um time. No meu time não está Lula, no time dele está Lula, no meu time não está o Wagner, embora eu respeite todos eles, não tem o atual ministro de Lula, não tem nenhum deles.”
Questionado sobre a sua avaliação com relação às últimas pesquisas, o pré-candidato citou o exemplo do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como referência de crescimento durante a campanha. “O objetivo de algumas pesquisas é atender o patrão que contratou e tem o objetivo, mas eles vão afunilando, eu não tenho dúvida que eu vou crescer. Se você olhar há oito anos atrás, o Romeu Zema, que é do meu partido, era desconhecido, muito mais do que eu. Era apenas conhecido as lojas dele, lojas Zema. Ele tinha menos de 1% e chegou. Quase ganha no primeiro turno”, afirmou.
Aleluia também avaliou a condução política do governo estadual, comandado há 20 anos pelo PT. “A eleição não é contra Jerônimo. Ele está no meio de um time de futebol, onde ele joga numa ala lá. Ele não tá no jogo político, ele não comanda, ele não lidera a política na Bahia, e todo mundo sabe.”. “Os líderes hoje são Wagner e Rui, em guerra. Ele não consegue nem arbitrar, isso é uma realidade, não é contra ele, não, é porque é difícil mesmo”, completou o gestor.
Também durante a entrevista, o pré-candidato voltou a defender a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar denúncias envolvendo o sistema financeiro. “Eu sou a favorável CPI. Todo mundo deve ser favorável. A Bahia ficou contra CPI, mas eu sou favorável CPI.”



