quinta, 12 de março de 2026
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CLÁSSICO BAVI TERMINA EMPATADO APÓS DOMÍNIO DO BAHIA E REAÇÃO DO VITÓRIA

Igor Lima - 12/03/2026 09:33

Em um jogo de dois tempos bem distintos  mas não como foi na final do Baianão  Bahia e Vitória empataram em 1×1 na noite desta quarta-feira (20), na Arena Fonte Nova, pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro. Diferente da decisão estadual, que teve um tempo para cada lado, pela Série A a primeira etapa foi elétrica, com certo domínio do Esquadrão, e terminou empatada com dois gols nos acréscimos: Ramon abriu o placar para o Leão, e Jean Lucas, de novo ele, deixou tudo igual para o Tricolor. No segundo tempo, porém, os dois times produziram um jogo sonolento, que manteve o placar inalterado até o apito final.

Com o resultado, o Bahia chega aos oito pontos e subiu momentaneamente para 3ª colocação. Os comandados de Rogério Ceni voltam a campo no próximo domingo (15), às 16h, contra o Internacional, no Beira-Rio. Já o Vitória permanece na 15ª posição, com quatro pontos, e volta à ação neste sábado (14), quando encara o Atlético-MG, às 18h30, no Barradão.

O jogo na Fonte Nova começou muito agitado. Logo aos dois minutos de jogo, Cacá recuou para Lucas Arcanjo, que se atrapalhou no domínio, entregou a bola de graça para Erick Pulga e acabou cometendo o pênalti na sequência. No entanto, o goleiro rubro-negro se redimiu ao defender a cobrança de Willian José e ainda contou com a sorte — e com a ajuda do VAR —, que anulou o gol marcado por Luciano Juba no rebote, já que o lateral invadiu a área antes da cobrança.

Depois do lance, o jogo seguiu mais estudado e muito truncado no meio-campo, com muitas faltas e pouca fluidez. Quem voltou a ter uma chance de perigo primeiro foi o Leão, aos 15 minutos, com Matheuzinho, que interceptou passe de Gabriel Xavier na intermediária, avançou até a entrada da área e bateu cruzado para defesa de Ronaldo. A partir desse momento, porém, o Bahia passou a dominar completamente a partida.

O Vitória tentava marcar pressão alta, com Matheuzinho, Kayzer e Marinho encaixando no tripé base da construção do Bahia, formado por Acevedo, Gabriel Xavier e Mingo. Mas o Esquadrão conseguia superar a pressão com muita facilidade e criava enorme superioridade numérica no meio, já que os três homens de frente do Leão não faziam a recomposição

 

Com isso, os homens de meio e de frente do Bahia deitaram e rolaram, colocaram o Vitória na roda e criaram um caminhão de chances. A melhor sequência veio com Erick, que acertou o travessão duas vezes em lances praticamente seguidos. Primeiro, o camisa 14 arriscou de muito longe e obrigou Arcanjo a desviar para o travessão. Depois, da entrada da área, bateu de três dedos e acertou a trave novamente, arrancando o suspiro da torcida na Fonte Nova.

Quando o Vitória estava completamente entregue, o árbitro mandou os times para a parada de hidratação, e o rubro-negro agradeceu como um lutador contra as cordas que escuta o gongo para salvar pelo menos mais um round. E o time soube tirar proveito da pausa, que esfriou o ímpeto do Bahia, e serviu para Jair Ventura reorganizar recomposição da equipe, que não só equilibrou o jogo novamente, mas também abriu o placar.

Aos 46 minutos, Kayzer puxou contra-ataque com categoria e acionou Marinho na ponta. Na tentativa de fazer o corte, Juba acabou entregando a bola nos pés de Ramon, que passava pelo meio. O lateral mostrou muita habilidade para finalizar de antes da meia lua com uma cavadinha, encobrindo Ronaldo e marcando um golaço na Fonte.

Logo depois do gol, o Rubro-Negro teve a chance de ampliar em mais um contra-ataque, mas Marinho chutou para fora e desperdiçou a oportunidade. E, como já diz o velho ditado do futebol, quem não faz, toma. O Leão viu o Bahia empatar em um lance que parecia replay do primeiro gol do Esquadrão na decisão do último fim de semana. Acevedo cruzou na segunda trave, Willian José escorou para a pequena área e Jean Lucas apareceu livre para mandar para o fundo do gol e deixar tudo igual antes do intervalo.

Com o placar empatado, o jogo ganhou intensidade nos minutos finais. Bahia e Vitória criaram oportunidades, mas esbarraram nas defesas bem postadas e na falta de precisão nas finalizações. Assim, o clássico terminou mesmo em 1 a 1.

Com o resultado, as duas equipes somam um ponto na tabela do Brasileirão e mantêm o equilíbrio histórico do Ba-Vi, um dos confrontos mais tradicionais do futebol brasileiro.

foto= Crédito: Victor Ferreira/ECV

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