

As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,4% em janeiro na comparação com o mês anterior e subiram 2,8% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 0,10% na comparação mensal e de avanço de 1,65% sobre um ano antes.
De acordo com Cristiano Santos, gerente da PMC, o resultado de janeiro é o ponto mais alto da série livre de sazonalidade. “Apesar da variação baixa, até interpretada mais como estabilidade na passagem de dezembro para janeiro, a taxa positiva faz janeiro atingir o ponto mais alto da série da margem, igualando-se, em volume, a novembro de 2025. É bom lembrar que renovações do pico não são tão comuns assim. Antes dessas duas (novembro de 2025 e janeiro de 2026), tinha sido em março de 2025”.
Os resultados registrados pelas atividades farmacêuticas, que incluem produtos de higiene pessoal e beleza, ajudam a compreender a evolução do indicador. “Esse desempenho, de variação próximo à estabilidade e patamar alto a médio e longo prazos, tem como protagonista a atividade farmacêutica, que, à exceção do mês de dezembro, tem apresentado crescimento constante na série da margem desde julho de 2025, registrando em janeiro a maior variação (2,6%) dentre as oito atividades pesquisadas”, explica Cristiano.
De dezembro de 2025 para janeiro de 2026, na série com ajuste sazonal, quatro das oito atividades do comércio varejista mostraram taxas positivas no volume de vendas: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,6%), Tecidos, vestuário e calçados (1,8%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%).
Móveis e eletrodomésticos teve variação nula (0,0%) e três atividades apresentaram resultados negativos: Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-9,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%) e Combustíveis e lubrificantes (-1,3%).
Em relação aos resultados negativos, Cristiano ressalta que janeiro foi um mês de queda para o setor de eletroeletrônicos. “Depois de um forte crescimento nos três meses anteriores, janeiro veio com uma queda de 9,3%. Esse setor é especialmente afetado pela variação do dólar e em épocas de alta volatilidade, as empresas aproveitam para repor seus estoques em momentos de valorização do real para depois decidir o melhor momento de fazer promoções. Além disso, o setor vem de uma black Friday e também um Natal mais forte em vendas”.
(com agências de notícias do IBGE)
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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