

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (11) que não há risco de desabastecimento de combustíveis no Brasil, mesmo diante da instabilidade causada pelos recentes conflitos no Oriente Médio, após ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel ao Irã.
Segundo Silveira, os aumentos recentes nos preços dos combustíveis podem estar relacionados a “especulação criminosa” de distribuidoras e postos de gasolina. “Não tem possibilidade de ter falta de combustível no posto de gasolina. O que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e dos revendedores”, afirmou.
O ministro informou que o governo está acompanhando o cenário internacional e pretende reforçar a fiscalização do setor para coibir aumentos abusivos. Para isso, órgãos federais e estaduais, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), os Procons e a Polícia Federal, foram acionados para investigar possíveis irregularidades.
Silveira destacou que o Brasil é exportador de petróleo bruto, mas ainda depende da importação de parte dos combustíveis já refinados. Atualmente, cerca de 27% a 29% do diesel e entre 13% e 15% da gasolina consumidos no país vêm do exterior. Por isso, oscilações no mercado internacional podem influenciar o setor, embora não representem risco imediato de desabastecimento.
O ministro também criticou a privatização da BR Distribuidora, realizada durante o governo de Jair Bolsonaro e que hoje atua como Vibra Energia. Segundo ele, se a Petrobras ainda tivesse uma grande distribuidora sob controle estatal, o governo poderia ter mais capacidade de atuar no mercado e garantir preços menores aos consumidores. Silveira ressaltou que há uma cláusula que impede a Petrobras de voltar a atuar nesse mercado antes de 2027, mas indicou interesse do governo em retomar presença estatal na distribuição de combustíveis.
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil



