

O preço do petróleo encostou em US$ 120 por barril nesta segunda-feira, atingindo níveis não vistos desde meados de 2022, enquanto alguns grandes produtores reduziram a oferta e o mercado foi tomado por temores de interrupções prolongadas no transporte marítimo, devido à paralisação do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e à expansão da guerra no Oriente Médio. As bolsas globais voltam a registrar queda.
Por volta das 7h (hora de Brasília), o Brent, referência internacional, era negociado a US$ 102,59 o barril, com alta de 10,68%, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) , referência nos Estados Unidos, avançava 9,14%, a US$ 99,21.
Em uma sessão marcada por forte volatilidade, o Brent chegou mais cedo a US$ 119,50 por barril, o maior salto absoluto de preço já registrado em um único dia, enquanto o WTI atingiu US$ 119,48 por barril. Antes da disparada desta segunda-feira, o Brent já havia subido 28% e o WTI 36% ao longo da semana passada.
No entanto, os preços recuaram, enquanto as maiores economias do mundo consideram uma liberação coordenada de estoques emergenciais de petróleo, com os ministros das Finanças do Grupo dos Sete (G7) programados para discutir a medida ainda nesta segunda-feira, por teleconferência.
A França — que atualmente ocupa a presidência do G7 — iniciou os preparativos para a teleconferência, e afirmou em comunicado que o uso de reservas estratégicas está sendo considerado. De acordo com reportagem do jornal britânico Financial Times, os EUA apoiam a ideia de liberar conjuntamente reservas de petróleo, e que qualquer medida será coordenada com a Agência Internacional de Energia.
Liberações coordenadas de estoques estratégicos ocorreram apenas cinco vezes anteriormente, duas delas em resposta à invasão russa da Ucrânia. Antes disso, as reservas foram utilizadas após interrupções no fornecimento na Líbia, após o furacão Katrina e durante a Guerra do Golfo.(O Globo)
Foto: Imagem de Raimond Castillo por Pixabay